Commodities Agrícolas
Energia puxa alta
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na quinta-feira, nas bolsas internacionais, impulsionados por especulações de que o aumento dos custos de produção de energia poderá elevar a demanda por combustíveis alternativos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 13,99 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 36 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto fecharam a US$ 406 a tonelada, com elevação de US$ 6,80. A expectativa dos analistas é de que os preços internacionais do açúcar continuem firmes nos próximos meses por conta da oferta menor no mercado global. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 49,61%, alta de 0,59%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Oferta apertada
A queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e a oferta global apertada do grão, por conta da menor produção do Brasil e da Colômbia, deram suporte na quinta-feira aos preços futuros do café, nas bolsas internacionais. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,1615 a libra-peso, com aumento de 300 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 1.565 a tonelada, com elevação de US$ 28. Em fevereiro, as exportações de café da Colômbia recuaram 23%, para 917 mil sacas, sobre o mesmo período do ano anterior. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 264,81, com aumento de 0,46%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula valorização de 5,3%.
Cooperação técnica
Técnicos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) treinaram 46 profissionais da Sociedade Para o Desenvolvimento da Cacauicultura, da República dos Camarões, em fevereiro. A ação faz parte do acordo de cooperação técnica firmado entre os dois países durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005. Os camaroneses foram capacitados para a produção de sementes e mudas, preparo e implantação de novas áreas, manejo integrado, recuperação da lavoura, combate às pragas e doenças, colheita e beneficiamento e aproveitamento do cacau para produção de chocolate. Na quinta-feira, os contratos de cacau para entrega em julho encerraram o pregão a US$ 2.594 a tonelada, em Nova York, com alta de US$ 140.
Excedente global
A produção global de algodão deverá exceder a demanda pelo sexto ano consecutivo em 2010, na medida em que a colheita na China superou as previsões do mês passado e que a recessão mundial puxou o freio das compras de têxteis e roupas, segundo pesquisa da Cotlook. O superávit alcançará 330 mil toneladas no ano fiscal que se encerrará em 31 de julho de 2010. A previsão anterior do grupo era de déficit de produção de 23 mil toneladas. A China, maior produtor e consumidor de algodão, produzirá 7,25 milhões de toneladas em 2010, 250 mil a mais que o esperado. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 4,375 por libra-peso, alta de 112 pontos. No mercado paulista, o preço médio da pluma ficou em R$ 1,1217 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.