Commodities Agrícolas
Sem suporte aos preços. Os preços futuros do açúcar fecharam com ligeira queda na sexta-feira, depois de quatro pregões consecutivos em alta. Na bolsa de Nova York, os contratos de julho encerraram o dia a 13,97 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 2 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos de agosto fecharam a US$ 405,30 a tonelada, com recuo de US$ 0,70. O aumento do dólar frente a outras moedas estrangeiras reduziu o apelo por commodities, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A expectativa de menor produção da Índia, segundo maior produtor de açúcar, tem dado suporte às cotações da commodity no mercado internacional. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do açúcar encerrou a R$ 49,48, recuo de 0,26%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 10,4%.
Influência da libra. Após duas altas consecutivas, o preço do cacau no mercado futuro voltou a cair na sexta-feira em Nova York, pressionado pela desvalorização da libra esterlina em relação ao dólar. O recuo da moeda inglesa reduz o apelo dos estoques americanos da amêndoa aos compradores estrangeiros. "O dólar mais forte está tendo peso decisivo sobre os preços no curto prazo", disse Adam Klopfenstein, estrategista sênior de mercado Lind-Waldock, em Chicago. Em Nova York, os contratos para julho caíram US$ 7, a US$ 2.587 por tonelada. Em Londres, em contrapartida, os papéis para julho subiram 3 libras esterlinas, a 1.877 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba saiu na sexta-feira, na média, por R$ 93,60, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Preço em disparada. A sexta-feira marcou uma das maiores valorizações do algodão em quase dois meses no mercado internacional. A commodity subiu sob a crença de que a falta de chuvas no Texas, maior produtor de algodão dos Estados Unidos, afete as lavouras. A alta também foi tida como um reflexo do plano de compra de bônus pelo Federal Reserve, o banco central americano, que estimularia a inflação e a demanda por commodities, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contatos futuros de algodão com vencimento em julho fecharam em alta de 118 pontos, aos 44,93 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a fibra foi negociada por R$ 1,1161 a libra-peso, uma queda de 0,5%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Chuva no horizonte. A expectativa de chuvas nas áreas ao sul das Grandes Planícies americanas deu, na sexta-feira, o tom dos negócios com trigo, que fechou em baixa. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho recuaram 5,25 centavos de dólar, para US$ 5,6250 por bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em julho caíram 2,75 centavos de dólar, para US$ 6,14 por bushel. As chuvas esperadas para as Grandes Planícies fizeram os investidores apostar em um aumento da produção nos Estados Unidos, maior exportador mundial do cereal, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada na sexta-feira, na média, por R$ 28,84, uma queda de 0,31% em comparação com o dia anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).