Crise vem para afetar produção
Com uma área de cerca de 60 mil/ha plantados, o município de Rio Real, maior produtor de citros da Bahia, hoje é considerado o segundo maior em área plantada do País e o quinto em produção. Mas tem outros problemas além das pragas e doenças. A crise internacional vem afetando a produção baiana, que hoje exporta suco para os Estados Unidos, Europa, China e Japão e registrou uma redução de cerca de 5% até o momento.
O índice é considerado preocupante, mas pequeno, uma vez que o carro-chefe da produção baiana é a venda dos produtos in natura, que chega a 60% das 1.100 mil/toneladas produzidas ao ano.
“A indústria de suco é responsável por cerca de 40%, por isso estamos sentindo os efeitos da crise, mas em baixa escala ainda”, afirma Geraldo Almeida.
O produtor Railson da Conceição diz que os efeitos da crise estão sendo sentidos nos preços do produto, que hoje está sendo vendido de R$ 250 a R$ 300 a tonelada de laranja de primeira.
“Na safra boa, no mês de novembro, este valor sobe para até R$ 450. Mas, como agora é uma safra menor, estamos sentindo mais de perto os efeitos da crise”, garante o produtor.
ORGÂNICOS – Railson da Conceição é um dos produtores que optaram por ter uma produção orgânica, uma das alternativas para os produtores aumentarem os lucros, embora a produção em relação à quantidade de frutos seja menor.
“Se levarmos em conta que, com o adubo químico, conseguimos uma produção 50% maior, o melhor da fruta orgânica é que, além de levar saúde para a população, ganhamos no preço final , que é cerca de 40% a 50% maior”, revelou Railson da Conceição, acrescentando que, atualmente, uma tonelada do produto orgânico é vendida entre R$ 600 e R$ 700.