Commodities Agrícolas
Comercialização lenta
Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, pelo sexto pregão consecutivo, após notícias de que os produtores do Brasil vão reduzir o ritmo de comercialização porque o dólar está enfraquecido frente ao real, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O Brasil é o maior produtor e exportador global de café. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,1950 a libra-peso, com aumento de US$ 1,30. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 1.582 a tonelada, com elevação de US$ 22. O real registrou até ontem valorização de 5,9% sobre a moeda americana, segundo a Bloomberg. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café encerrou o dia a R$ 266,39, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 6,07%.
Ações puxam preços
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado subiram ontem, na bolsa de Nova York, puxados pelo otimismo do mercado de ações, por conta do plano do governo dos EUA para ajudar os bancos a revitalizar o crédito, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram a 75,80 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 105 pontos. O dólar fraco também ajudou a dar suporte às cotações. No acumulado do ano, os preços do suco de laranja subiram 8,6%, ante uma queda de 53% em 2008. A crise global atingiu em cheio a commodity, uma vez que a demanda pelo suco recuou. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fecharam ontem a R$ 4,93, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recuo do dólar
Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, atingindo o maior patamar de um mês, estimulados pela queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras. A queda do dólar aliviou as preocupações de que a recessão global irá minar a demanda por produtos têxteis. Na bolsa de Nova York, os contratos da pluma para maio fecharam a 45,97 a libra-peso, com aumento de 104 pontos. Os fundamentos para o produto ainda continuam negativos, uma vez que o consumo mundial pela pluma recuou e a demanda pelo algodão dos Estados Unidos, o maior exportador, também está mais baixa, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1178 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Protestos na Argentina
A nova onda de protestos de produtores agrícolas na Argentina, que chegou ontem ao terceiro dia, deu impulso aos negócios com soja no mercado futuro. O preço da commodity atingiu seu maior nível em cinco semanas sob a expectativa de que os protestos aumentem a demanda pelo grão produzido nos Estados Unidos - os agricultores argentinos têm interrompido as exportações para tentar derrubar um imposto sobre os embarques ao exterior. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de soja com vencimento em julho fecharam em alta de 3 centavos de dólar, aos US$ 9,52 por bushel. Em Primavera do Leste (MT), a saca de soja de 60 quilos foi negociada por R$ 38,80, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).