Alface: higienização é o que conta
Arroz, feijão, bife, batata e ovo frito são alimentos presentes no dia-a-dia na mesa do brasileiro, mas a saladinha básica também não falta. Tomate e alface são largamente produzidos no Brasil, porém, a folhinha verde preferida tem chegado à mesa do consumidor – principalmente em restaurantes do tipo self-service – com índices de contaminação elevados. Uma das causas estaria relacionada à higienização correta das folhas.
A alface (Lactuca sativa) é a hortaliça folhosa mais consumida no Brasil, classificada como importante alimento para a população por ser rica em vitaminas.
Sendo o cultivo orgânico, convencional ou hidropônico, o que importa para os pesquisadores é que, sem os devidos cuidados, as folhas podem ser veículo de transmissão de doenças.
Dentre as mais comuns, a alface pode ser um veículo transmissor de microorganismos patogênicos ao homem, como coliformes termotolerantes e E scherichia coli, micro-organismo bacteriano que se encontra na flora intestinal, é eliminado pelas fezes e pode causar diarreia, uma vez que esses contaminantes estão presentes no solo, na água e insumos naturais, como a cama de frango.
No trabalho desenvolvido por Mariana de Castro Lotto, sob a orientação do pesquisador Pedro Valarini, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, avaliou-se, quantitativamente, a presença de coliformes termotolerantes e de E .coli em água de irrigação e de pré-lavagem, assim como no produto não lavado e pré-lavado, sob cultivo orgânico e convencional, em relação à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A aluna fez coletas em dez propriedades, cinco de cultivo orgânico e cinco de cultivo convencional.
“Os resultados mostraram um alto índice de coliformes termotolerantes e E. coli na água de irrigação, fator importante para a contaminação da alface, independentemente do sistema de cultivo”, diz Mariana.
“Todavia, o cultivo convencional apresentou índices de contaminação superiores ao do cultivo orgânico”, enfatiza.
CUIDADOS – Recomendam-se práticas de higiene pessoal, como a lavagem das mãos, preservação das fontes naturais de água, e evitar animais nos cultivos e construções de chiqueiros próximo ou acima das áreas de cultivo.
É importante também a instalação de bebedouros adequados para o gado, além do uso de adubos, como estercos e biofertilizantes líquidos certificados, frisa pesquisador da Embrapa.