Cavalos mangalarga são mais do que um hobby no sudoeste

30/03/2009

Cavalos mangalarga são mais do que um hobby no sudoeste

 

 

Considerado pelos criadores um dos mais versáteis do mundo, na Bahia, o mangalarga, embora esteja disseminado por todo o País, com ênfase para os estados de Minas Gerais e São Paulo, encontra um dos maiores e melhores plantéis, com animais selecionados, premiados e reconhecidos nacionalmente.

Destaque para a região sudoeste do Estado, berço do cavalo Havaí NJT, grande campeão nacional da raça em 2008. O exemplar, originário da seleção do sudoeste baiano, pertence ao criador Nivaldo Batista Queiroz, proprietário rural de Itororó, a 531 km de Salvador.

Mantido longe dos holofotes, Havaí NJT tem sido o responsável pela perseguição da qualidade de outros criadores, que sonham um dia alcançar a mesma projeção. Para tanto, criadores e organizadores de eventos rurais não medem esforços, como, aliás, ocorreu Durante a Expoconquista 2009.

Realizado no Parque Teopompo de Almeida, de 14 a 22 deste mês, em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, o evento foi ranqueado no Campeonato Nacional de Mangalarga, com a participação de mais de 50 animais selecionados em haras de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Itororó, Macarani, Iguaí e Jequié.

CRIADORES – A importância em se mostrar a beleza e funcionalidade, típicas do mangalarga, foi tamanha que até mesmo exemplares de São Paulo – principal centro de criação da raça – foram inscr itos.

“Tudo isso se deveu ao esforço conjunto dos criadores”, frisa o criador e publicitário Rafael Ladeia.

Apresentado à raça por um amigo, Ladeia logo se apaixonou e iniciou seu plantel, atualmente com mais de 40 cavalos.

Por conta da paixão e do crescente interesse, os criadores já se organizam em torno da criação do Núcleo Sudoeste do Mangalarga.

Um dos objetivos, conforme destacaram os criadores, é ligar a paixão pelos animais a um bom investimento.

“Não se trata apenas de um hobby, mas já vemos isso como um grande negócio”, continuou Ladeia, fazendo menção aos títulos obtidos pelo estado em exposições.

“Temos grandes campeões na Bahia, sem esquecer do grande campeão nacional de 2008, que está aqui no sudoeste baiano”, concluiu.

Também conhecido como mangalarga paulista, embora muitos criadores prefiram descartar essa origem atrelada ao nome, o mangalarga é apresentado como “o cavalo de sela brasileiro”.

Difere-se do cavalo mangalarga marchador principalmente no que se refere ao seu andamento característico, a marcha trotada.

De acordo com a associação nacional da raça, esse tipo de marcha constitui-se num andamento diagonal, bipedal de dois tempos. Diferencia-se do trote porque tem um tempo ínfimo de suspensão entre os apoios, o mínimo necessário para que se processe a troca dos mesmos. Desta particularidade é que vem o pouco atrito.

MARCHADOR – A Expoconquista também reservou espaço para um inédito campeonato na arena do parque, a Prova Marchador Ideal, que julgou a funcionalidade dos cavalos da raça mangalarga marchador.

“O julgamento geralmente avalia as funcionalidades do animal, o que inclui marcha e morfologia”, explicou o representante da Associação dos Criadores de Mangalarga Marchador, Roberto Naves.

“Essa prova nos permite avaliar o animal em andamentos diferenciados, incluindo passo, marcha e galope”, prosseguiu.