Commodities Agrícolas
Faltou fôlego
Na sexta-feira, o preço do café no mercado futuro ensaiou um descolamento da influência negativa exercida por outras commodities agrícolas e chegou a registrar alta. Não houve fôlego, contudo, para a sustentação dos ganhos, já que a alta do dólar e a baixa do mercado acionário, que abateram as commodities agrícolas, também afetou o café. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho recuaram 150 pontos, para US$ 1,1780 por libra-peso. Em Londres, os papéis que vencem em maio caíram US$ 17, US$ 1.555 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos foi a R$ 266,77 na sexta-feira, um declínio de 0,2%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Em março, o preço da saca acumula uma alta de 0,57%.
Pressão do dólar
O preço do cacau no mercado futuro encerrou a sexta-feira em baixa, pressionado pela alta do dólar em relação à libra esterlina e também pela baixa dos mercados acionários, que afetou o desempenho das commodities agrícolas. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de US$ 19, negociados por US$ 2.576 a tonelada. A alta do dólar reduz o apelo das importações de estoques americanos por compradores de outros países. Em Londres, em contrapartida, os papéis com vencimento em julho avançaram 33 libras esterlinas, para 1.906 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada, na média, por R$ 94, sem variação em relação ao dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Vendas especulativas
As vendas especulativas de contratos futuros de suco de laranja concentrado e congelado deram na sexta-feira o tom dos negócios com a commodity, que encerrou a sessão em baixa. Em um dia marcado pela desvalorização generalizada das commodities agrícolas e também pela alta do dólar, não havia espaço para a sustentação dos preços do suco de laranja, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Alguns traders creditaram a baixa ainda à perspectiva de chuvas na Flórida, maior centro citrícola do mundo depois de São Paulo. Em Nova York, os contratos para julho caíram 40 pontos, para 79,20 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos negociada com as indústrias saiu na sexta-feira por R$ 4,88, de acordo com o Cepea/Esalq.
Influência externa
Como ocorrido nos negócios com outras commodities agrícolas, o preço do algodão, pressionado simultaneamente pela alta do dólar e pela queda das ações nas bolsas de valores, fechou a sexta-feira em declínio. "Estamos retrocedendo em virtude de o dólar estar mais forte e de outras commodities estarem fracas", atestou à Bloomberg Tom Reardon, presidente da Delta Brokerage, em Nova York, que também creditou o declínio à fraqueza das bolsas na sexta-feira. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em julho recuaram 58 pontos, para 44,31 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a arroba de algodão foi negociada por R$ 1,1182 a libra-peso, uma alta de apenas 0,03%, segundo o índice Cepea/Esalq.