Estrangeiros fabricam concentrado com a fruta

30/03/2009

Estrangeiros fabricam concentrado com a fruta

 

 

A acerola verde é utilizada para produção de um pó rico em vitamina C, fabricado por uma empresa americana que possui uma fazenda orgânica certificada, a Nutrilite do Brasil, localizada em Ubajara, no Ceará, a única no País. A fazenda trabalha com o projeto Nilo Coelho, a 35 km de Juazeiro, desde 2005, que fornece anualmente para fabricação do pó três mil toneladas de frutas, que geram 250 toneladas de pó.

O pó é exportado para a matriz, nos EUA, que inicia a fase de industrialização do pó transformando em balas mastigáveis.

As balas são vendidas no mercado interno e exportadas para todos os países do mundo, segundo dados do pesquisador da fazenda no Ceará, Francisco Ávila, que não revela os números. “A acerola em Petrolina é muito importante pela qualidade e a grande quantidade de frutas fornecidas durante todo ano, além de rica em vitamina C”.

Outra empresa, a Niagro Nichirei do Brasil Agrícola Ltda., única filial da organização japonesa, localizada em Petrolina-PE, desde 1990, compra no Vale acerola verde e madura para a industrialização de polpas e sucos concentrados da fruta.

Segundo informações do diretor de fábrica da Niagro, Ivan Marques Leal, 99% das acerolas são fornecidas pelos 135 produtores do projeto Nilo Coelho e outra parcela (1%) vem da Associação dos Produtores Irrigantes (APIN) dos projetos Mandacaru e Curaçá.

Uma média de 9,5 mil toneladas da fruta é fornecida por safra e processadas numa área do vale de mais de 300 hectares, sendo 20 hectares nos projetos da Bahia. O mercado das polpas é pequeno, cerca de 5% das 9,5 mil toneladas. Já 95% são transformados em sucos concentrados que são vendidos para diversas fábricas que utilizam para o mercado de enriquecimento de outros sucos, principalmente maçã e pêssego, além de suplementos alimentares, águas e para a indústria farmacêutica, que compra o concentrado e transforma em pó rico em vitamina C.

INTERESSE – Apenas 1% da industrialização de acerola é comercializado para o Rio, São Paulo, Goiânia e Minas Gerais e 99% exportados, principalmente para Alemanha (70%) e França. O rendimento bruto de 2008 da Niagro foi de R$ 23 milhões e segundo Ivan, a expectativa para 2009 é de R$ 25 milhões.

“É um produto caro, em termos de custo de processo, pois nosso lucro varia de 10 a 15% da receita, mas é rentável, pois o ciclo fisiológico da acerola é curto e a produção é durante o ano todo, com oito safras anuais.

A matriz da Niagro fica em Tóquio (Japão) e a outra filial da organização é em Belém do Pará.