Grãos recuam com redução da demanda
As cotações da soja e do milho negociados em Chicago recuaram ontem diante das perspectivas negativas da economia mundial, que deverá reduzir a demanda por combustíveis e carnes. Além disso, a Informa Economics, uma empresa especializada em projeções do Estado de Tennessee, disse no último dia 13 que a área plantada com soja deverá ultrapassar a de milho pela primeira vez na história dos EUA. Em busca de menores custos, produtores americanos estão plantando mais soja, cujo custo é 32% menor na comparação com o milho, segundo estudo da Universidade de Illinois.
Por esses motivos, as cotações do milho e da soja recuaram para seus níveis mais baixos de pelo menos duas semanas na Bolsa de Mercados Futuros de Chicago (Cbot). O milho tinha recuado 1,75 centavos de dólar, para US$ 3,8525 o bushel às 12:40 de hoje, depois de ter alcançado, poucas horas antes, US$ 3,7675, sua menor cotação desde 12 de março. A soja perdeu 15 centavos de dólar, passando a ser negociada a 9,02 centavos de dólar o bushel, após ter chegado a registrar US$ 8,97 o bushel, seu menor preço desde 16 de março.
Para ganhar espaço, os agricultores deverão empregar menos terra para o milho, o produto agrícola mais valioso do país. A área plantada com esse grão cairá para 84,7 milhões de acres (34,30 milhões de hectares), em relação aos quase 86 milhões do ano passado, segundo mostra a pesquisa da Bloomberg.
A produção mundial de grãos do período de 12 meses a encerrar-se em junho de 2010 deverá ser 3,4% inferior ao volume recorde do atual ano-safra, conforme divulgou o Conselho Internacional de Grãos no último dia 26 de março. O crescimento das reservas vai aparar os efeitos da queda, mantendo a oferta em seu nível mais alto de todos os tempos, disse o grupo.O trigo contrariou a queda e fechou cotado a US$ 5,2525 o bushel (27,2 qulos), valorização de 1%. As informações de que o excesso de neve prejudicou algumas lavouras americanas do cereal contribuiu para a alta.