Feira de máquinas agrícolas no Senegal favorece transferência tecnológica
A oportunidade de negócios com máquinas agrícolas na África terá apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e dos Ministérios de Relações Exteriores e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O objetivo é realizar uma feira no Senegal, em julho, para apresentar os produtos brasileiros e consolidar a difusão de tecnologia brasileira no continente africano.
Rodrigo Iglesias, analista de inteligência comercial para África da Apex-Brasil, explica que as principais oportunidades estão nos alimentos e nas máquinas e implementos. "Os biocombustíveis ganharam força com a criação da associação em 2006. Por isso vemos um grande mercado a ser consolidado nesses segmentos". Segundo informações do estudo da Apex, os negócios com máquinas agrícolas movimentaram mais de US$ 1 bilhão em 2007, o melhor período de vendas para a região. "Os números mostram que existe um bom fluxo, mas ainda há espaço para crescer. É preciso trabalhar para manter esses números crescendo", acrescentou. Segundo informou, os maiores PIBs da região Oeste da África estão com Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.
"Essa feira é essencial para disseminar as informações sobre o potencial brasileiro naquela região", destacou Rodrigo Akitaya, gestor de projetos para África e Oriente Médio da Apex-Brasil. Ele acrescenta ainda que há projetos com instituições como a União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica) para explorar o potencial tecnológico dessas regiões. Empresários que participaram de outras feiras ressaltam a importância dos contatos e esperam grandes negócios no Senegal. Luiz Guilherme Bueno, da Emit Brasil, diz que espera fechar US$ 4 milhões em negócios em junho, durante a feira.
Para Acir de Camargo Júnior, da fábrica Colombo, afirmou que após a primeira participação em feira promovida pela Apex, as exportações foram consolidadas com 34 países. As máquinas da empresa, que auxiliam na colheita de feijão e amendoim, devem ganhar novos rumos. "Já trabalhamos com o Sudão e África do Sul e vamos focar o mercado no Oeste do continente", planeja.