Commodities Agrícolas
Retração técnica. Movimentos técnicos derrubaram as cotações do açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York, de acordo com agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 12,55 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 51 pontos, ao passo que os futuros para entrega em julho caíram 46 pontos, para 13,17 centavos de dólar. Para traders nova-iorquinos, a baixa mostra que a influência da desacelaração econômica sobre a demanda continua sendo um importante fato de pressão sobre as cotações, uma vez que, pelo lado da oferta, os fundamentos ainda sinalizam escassez. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos paga à vista fechou a sexta-feira a R$ 47,07, alta de 0,27%.
De carona com os grãos. A alta dos grãos na bolsa de Chicago na sexta-feira impulsionou o algodão em Nova York, que alcançou o maior patamar de preços em sete semanas. Os papéis para entrega em maio fecharam a 47,60 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 145 pontos, enquanto julho subiu 136 pontos, para 48,43 centavos de dólar, e dezembro ganhou 119 pontos e atingiu 52,69 centavos, segundo a agência Dow Jones Newswires. Traders também mostraram-se mais otimistas em relação aos rumos da economia global após as medidas anunciadas na reunião do G-20, na semana passada. No Paraná, a arroba do algodão em caroço tipo 6 permaneceu em R$ 14,40, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Teto em sete semanas. Uma maior confiança em relação ao comportamento da economia global e a expectativa de que limitações às exportações na Argentina favoreçam a soja americana explicam a alta do grão na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio subiram 18,50 centavos de dólar, para US$ 9,955 por bushel; julho, por sua vez, fechou a US$ 9,9525, ganho de 18,25 centavos em relação à véspera. Trata-se do maior patamar de preços em sete semanas. "Foi uma semana positiva para as cotações" resumiu um trader consultado pela agência Bloomberg. Julho, por exemplo, registrou alta semanal de 8,7%. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos fechou a semana em torno de R$ 41, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Frio nos EUA. A expectativa de adversidades climáticas em regiões produtoras dos Estados Unidos e um maior otimismo em relação ao comportamento da economia global depois da reunião do G-20 determinaram a valorização do trigo na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para entrega em julho encerraram o pregão a US$ 5,7575 por bushel, em alta de 13 centavos de dólar, enquanto na bolsa de Kansas o mesmo vencimento subiu 16 centavos de dólar, para US$ 6,1775. No oeste do Texas e no nordeste da Georgia, são esperadas baixas o suficiente para prejudicar a produção americana de inverno. No Paraná, a saca de 60 quilos caiu 0,31%, para R$ 28,92, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.