Commodities Agrícolas
Influências negativas. A valorização do dólar e a queda de outras commodities, entre as quais o petróleo, empurrou o açúcar ao menor patamar em onze semanas ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 12,22 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 33 pontos, ao passo que os papéis para entrega em julho caíram 32 pontos, para 12,85 centavos de dólar. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que os mesmos fatores que pressionaram ontem as cotações deverão continuar a influenciar os preços no curto prazo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou queda de 0,04%, para R$ 47,05 (com impostos, posto usina). Neste início de abril, ainda há valorização acumulada de 0,34%.
Forte retração. Fator de pressão sobre as cotações das commodities em geral no mercado internacional, a valorização do dólar também derrubou os preços do cacau ontem na bolsas de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 2.548 por tonelada, baixa de US$ 239, enquanto julho caiu US$ 232, para US$ 2.558 e setembro recuou US$ 221, para US$ 2.550. Traders consultados pela Dow Jones Newswires disseram esperar novas quedas nos próximos dias, e não acham difícil a tonelada descer para US$ 2.500 no mercado nova-iorquino. No mercado doméstico, a arroba da amêndoa saiu por R$ 92, em média, em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, segundo levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau. Na sexta-feira, a cotação média atingiu R$ 97,60.
Sobreoferta global. Os contratos futuros de algodão reverteram recuaram ontem no pregão americano, devido a especulações de que a demanda pela fibra poderá não se recuperar tão rápido e que a alta nos estoques da China e Índia poderão impedir uma guinada nos preços. Maior produtor de algodão, a China comprou 2,72 milhões de toneladas da fibra - um terço da produção da safra atual - para elevar os preços internos e dar suporte aos produtores. O governo indiano comprou 40% da produção. "Cedo ou tarde teremos de lidar com a sobreoferta mundial de algodão", disse à Bloomberg Mike Stevens, da Swiss Financial Services. Em Nova York, maio caiu 57 pontos, para 47,03 centavos por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 1,1119.
Sem danos nos EUA. As cotações do trigo registraram forte queda ontem nas bolsas americanas, em virtude do esvaziamento do temor de que uma forte queda de temperaturas em regiões produtoras dos EUA prejudique lavouras no país. A queda do dólar em relação a outras moedas também influenciou a baixa dos preços, que desceram ao menor patamar em quase dois meses, conforme a agência Bloomberg. Em Chicago, julho fechou a US$ 5,69 por bushel, retração de 6,75 centavos de dólar, enquanto na bolsa de Kansas o mesmo vencimento recuou 4 centavos de dólar, para US$ 6,1375 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 28,92, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.