Deputado comete equívoco

07/04/2009

Deputado comete equívoco

 

O deputado Elmar Nascimento equivocou-se ao denunciar que “pequenos produtores de Curaçá devolveram matrizes e reprodutores de caprinos que seriam entregues pela Secretaria da Agricultura do Estado devido à baixa qualidade dos animais”.

Na realidade, quem fez a devolução foi a própria Seagri, através de uma comissão criada para examinar os animais, e evitar que caprinos e ovinos que não atendam as especificações sejam entregues aos agricultores familiares. A “denúncia” feita pelo deputado na realidade evidencia que o sistema de proteção montado pela Secretaria da Agricultura funciona de fato.

Para garantir que os agricultores familiares incluídos no Programa Sertão Produtivo só recebam animais de qualidade e sanidade comprovadas, a Secretaria da Agricultura criou comissões locais em todos os municípios, formadas pelo secretário municipal da Agricultura ou técnico indicado por ele; sindicato dos trabalhadores rurais, representante da associação ou cooperativa dos beneficiados pelo programa; representante da Adab e representante da EBDA.

Estas comissões têm o poder de rejeitar até todos os animais, obrigando o fornecedor a entregar novo lote, de acordo com as especificações.

Foi isso que aconteceu em Curaçá, fato que comprova a segurança do programa e é exemplo objetivo de que o sistema de monitoramento criado pelo Governo do Estado, através da Seagri, com a participação da comunidade local, funciona mesmo e protege os agricultores familiares.

Um detalhe importante: os fornecedores dos animais só recebem o valor contratado depois da entrega perfeita dos animais, com a anuência da comissão municipal.

Com recursos de R$ 13 milhões, o Programa Sertão Produtivo integra o Programa Terra de Valor para o estímulo à ovinocaprinocultura no Semiárido baiano. O Sertão Produtivo busca melhorar geneticamente os maiores rebanhos de caprinos e ovinos do Brasil. Serão distribuídos, no total, 38 mil animais.

Cada família selecionada recebe cinco matrizes melhoradas de caprinos ou ovinos, e cada comunidade terá seis famílias beneficiadas, completando 30 fêmeas e um reprodutor.

O impacto do melhoramento genético do rebanho na região é garantido através da distribuição dos animais em regime de doação rotativa, quando as famílias beneficiadas, nessa fase, doarão a mesma quantidade de animais para uma segunda família, num prazo de 18 meses.

A Bahia lidera o ranking nacional de caprinos com um rebanho estimado em 4,5 milhões de cabeças, e está em segundo lugar na criação de ovinos com 2,5 milhões. Do rebanho estadual, 93% encontra-se no Semi-árido baiano, região caracterizada por irregularidades climáticas acentuadas, que ocasionam freqüente escassez de água e forragens para alimentação do rebanho.  Com as ações, a meta é chegar à marca de 7,5 mil cabeças no estado.


Fonte:
Josalto Alves / DRT-Ba 931
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura
Tel.: (71) 3115-2737