Commodities Agrícolas

08/04/2009

Commodities Agrícolas

 


Recuperação parcial. Depois do tombo retumbante da sessão de segunda-feira - o mais forte em mais de um ano -, causado pela valorização do dólar, os preços do cacau no mercado futuro recuperaram parte do terreno ontem. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho subiram US$ 119, para US$ 2.677 por tonelada. Em Londres, o avanço dos papéis que também vencem em julho foi de 71 libras esterlinas, para 1.856 libras por tonelada. Foi um reajuste de posições após a saída do mercado dos investidores que apostaram na queda da commodity, disse à Bloomberg Jimmy Tintle, analista da Transworld Futures, na Flórida. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada, na média, por R$ 94,33, acima dos R$ 92 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).

De olho no Brasil. O novo aumento da estimativa de produção de grãos no Brasil, apresentada ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), contribuiu para a queda da cotação da soja no mercado internacional, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em relação à estimativa apresentada em fevereiro, a nova cresceu 1,6%. "O aumento no Brasil foi uma surpresa e colocará os mercados na defensiva", disse Gregg Hunt, analista da Fox Investments. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 5,50 centavos de dólar, negociados por US$ 9,88 por bushel. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos saiu por R$ 36,90, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
 
Pressão de baixa. Sem a influência "altista" exercida por outros mercados, o preço do milho no mercado futuro fechou ontem novamente em baixa. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires creditaram o recuo à pressão de uma nova alta da cotação do dólar, que torna mais dispendiosa para compradores de outros países a importação da produção americana. A baixa do petróleo e das bolsas foi outra influência negativa para o grão. Na bolsa de Chicago, a baixa de 9,25 centavos de dólar levou os contratos com vencimento em julho para US$ 4,0650 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos encerrou negociada por R$ 21,04, uma alta de 0,12%, de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa. Em abril, a valorização acumulada é de 0,25%.
 
Sem medo do frio. Especulações de que as lavouras americanas de trigo passarão sem grandes sobressaltos pela onda de frio foram o principal fator a pressionar o preço do cereal ontem, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Cerca de 53% das plantações de Kansas, Oklahoma, Texas e Colorado ficaram expostas a potenciais perdas, mas os grandes prejuízos podem ter ocorrido apenas em 3%, segundo Mike Tannura, meteorologista da T-Storm Weather. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho caíram 17,25 centavos de dólar, para US$ 5,5175 por bushel. Em Kansas, a queda dos papéis para julho foi de 13 cents, para US$ 6,0075 por bushel. No mercado goiano, a saca de 60 quilos foi negociada ontem, na média, por R$ 38,00, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).