Viva as cercas coloridas!

13/04/2009

Viva as cercas coloridas!

 

 

Para uma cidade como Salvador, tão carente de verde e de praças bem cuidadas, são raras as ruas em que se encontram cercas vivas embelezando o lugar. Porém, como em toda grande metrópole, edifícios e prédios comerciais buscam colorir os espaços com a criatividade e as condições permitidas nos centros urbanos.

As cercas vivas têm, nas cidades, além do fato de camuflar um espaço de outro, proteger o lugar de olhares curiosos.

Mas não é apenas isso que se deve levar em conta na hora de plantar uma cerca viva. É preciso reconhecer a espécie de planta mais adequada – seja para proteção contra invasores, ação do vento, delimitar espaços ou até mesmo manter florido o lugar.

O bom de quem deseja montar uma cerca viva é saber escolher a planta certa, manter a terra adequadamente adubada, efetuar as podas no tempo certo, como deve ser. Assim, o muro verde fará jus ao nome e justificará o investimento que o dono da propriedade fez.

E a iniciativa também vale para quem pretende proteger a divisa de uma propriedade de outra, com o objetivo de manter animais abrigados na fazenda.

Uma cerca viva que se preze deve ser bem cuidada, sem espaços em branco denotando desleixo.

De que adianta manter a cerca viva se houver uma passagem? Além disso, o verde mantém qualquer espaço valorizado, e, por mais que a pessoa não entenda de plantas, certamente o serviço de um jardineiro poderá auxiliar na escolha da planta.

São muitas as espécies – das floridas às que dão espinhos –, mas todas atendem a um propósito.

Por exemplo, se a ideia é barrar um espaço de outro, existem tipos de planta que são mais adequados para este fim.

Por exemplo, a pingo-de-ouro (Duranta repens aurea), além de um tom de verde que seduz à primeira olhada, é um arbusto que cresce rapidamente e, por ser muito popular no Brasil, adora ser cultivada a pleno sol, mas não tolera terra seca. Portanto, muito cuidado ao cultivar essa planta, que ainda exige podas frequentes, ensina o site Jardineiro.net.

Já a dracena-vermelha (Cordyline terminalis) é indicada para quem deseja uma cerca viva pronta para barrar pó e ruídos. A grande vantagem são as folhas largas e a resistência da planta, que se adaptou bem ao clima tropical.

Originária da Índia, Polinésia e Malásia, a dracena ganhou muito espaço nas cercas, jardins e vasos, espaços em que a planta se adapta muito bem. Nos muros ou cercas aramadas, a dracena toma conta e faz um bonito contraste com jardins gramados e outros tons de plantas verdes. Segundo o Jardineiro.net, a dracena tem variações que vão do avermelhado ao roxo, puxando para tons levemente listrados.

Agora, campeão em popularidade nos mais variados tons é o hibisco (Hibiscus rosa-sinensis).

Apesar de a cidade não dar muito valor ao colorido das flores, é uma espécie de planta que cai muito bem como cerca viva.

Delimitam espaços: Pingo-de-ouro é ideal, mas é planta que exige poda frequente.

Resedá-amarelo, arbusto florido; ixora-chinesa, tipicamente tropical; o resistente buxinho; e a poderosa clúsia, que absorve gás carbônico

Impedem ruídos e pó: A murta, de ramagem lenhosa, é muito usada; crista-de-peru, para espaços públicos e residenciais, cresce com abundância; a brasileira caliandra, ou esponjinha-vermelha; cheflera, cultivada a pleno sol.

Barram os ventos: Além de ornamental, a grevílea floresce o ano todo e é indicada para fazendas e condomínios; a palmeira-areca, que cresce rápido; cheflera-pequena, que também tem a função de “brecar” o vento.

Protegem dos intrusos: A coroa-de-cristo ou colchão-de-noiva é ideal porque tem espinhos abundantes e dá flor o ano todo; primavera ou buganvile é lenhosa e bem robusta; sansão-do-campo, originária do semiárido.

Dão muitas flores: O hibisco é uma das campeãs de beleza nas cercas vivas brasileiras; marmelinho-or namental tolera muito bem solo seco; a bela-emília, ou jasmin-azul, usada no paisagismo; buganvile é flor e beleza na cerca.