Commodities Agrícolas

15/04/2009

Commodities Agrícolas

 


Oferta global apertada. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem pela terceira vez nos últimos quatro pregões, na bolsa de Nova York, impulsionados por notícias de oferta apertada no mercado internacional, de acordo com a agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,1750 a libra-peso, com elevação de 20 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para julho fecharam a US$ 1.506 a tonelada, com queda de US$ 52. O café arábica da Colômbia tem recebido um prêmio maior, uma vez que seus grãos são de alta qualidade no mercado. A Colômbia é o terceiro maior produtor global, atrás do Brasil e do Vietnã, respectivamente primeiro e segundo maiores produtores. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 254,87, segundo o Cepea/Esalq.

Processamento recua. Os preços futuros do cacau recuaram ontem para o menor patamar em três semanas, reflexo da redução da demanda global por ingredientes para produção de chocolates, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o pregão a US$ 2.492 a tonelada, baixa de US$ 85. Em Londres, os contratos de julho encerraram a 1.764 libras esterlinas, recuo de 50 libras. Os processadores de cacau reduziram em 11% a moagem de cacau no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação dos Cacauicultores da Europa. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou ontem a R$ 90, com recuo de 1,42%, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Seca na Flórida. Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, impulsionados por notícias de menor produção de laranja este ano na Flórida e com preocupações de que a seca também poderá afetar os pomares no próximo ano, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os contratos para julho encerraram o dia a 88,60 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 200 pontos. A Flórida, segundo maior produtor global de laranja, atrás de São Paulo, deverá produzir 157,6 milhões de caixas da fruta na safra que se encerra em junho nos EUA. A região central e sul da Flórida tem sido afetada por uma seca moderada. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou ontem a R$ 4,56, segundo o Cepea/Esalq.

Consumo baixo. Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, atingindo o menor patamar das últimas três semanas, após informações de que as vendas no varejo para roupas confeccionadas com algodão recuaram nos Estados Unidos. As vendas no varejo americano recuaram 1,1% no mês passado, enquanto o desemprego em lojas de confecção caíram 1,8%, de acordo com o Departamento de Comércio dos EUA. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a 47,93 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 105 pontos. A crise financeira global afetou fortemente o consumo de produtos têxteis, uma vez que são considerados supérfluos. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,1111 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.