Commodities Agrícolas

16/04/2009

Commodities Agrícolas

 

Termina série de altas. O preço do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro caiu ontem pela primeira vez em nove sessões, o que interrompeu a maior série ininterrupta de valorizações da commodity desde 2006. Analistas ouvidos pela Bloomberg creditaram o recuo à previsão de chuvas para a Flórida, segundo maior polo citrícola do mundo, depois de São Paulo. A chuva, que era esperada ontem em Hendry e Highlands, dois dos principais condados produtores de laranja na Flórida, tende a melhor as condições das lavouras no Estado. Em Nova York, os contratos para julho caíram 235 pontos, aos 86,25 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 4,56, de acordo com o Cepea/Esalq.
 
Estímulo às compras. Especulações de que o barateamento dos estoques americanos de algodão têm estimulado as importações por clientes de outros países puxaram a alta do preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Os Estados Unidos são o maior exportador mundial da fibra. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho avançaram 117 pontos, para 49,10 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em 4,2% sua previsão de embarques do algodão do país para o ano que se encerrará em julho. No mercado doméstico, a arroba foi negociada por R$ 1,1129 por libra-peso, uma valorização de 0,15%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês, a baixa acumulada é de 0,22%.

Clima melhor, preço cai. Os preços futuros do milho registraram ontem a maior queda em cinco semanas, na medida em que o clima mais seco e quente no Meio-Oeste dos Estados Unidos ajudará a preparar os campos para o plantio. O bom tempo deverá permanecer até sexta-feira, quando então uma forte chuva poderá cair sobre a região, segundo John Dee, do Global Weather Monitoring. "A previsão do tempo é mais promissora", disse Jerry Gidel, analista de mercado da North American Risk Management Services. Com isso, os contratos com vencimento em julho, negociados na bolsa de Chicago, recuaram para US$ 3,9400, queda de 9,50 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 21,03, uma valorização de 0,28%, de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa.

Boato desmentido. O aumento da oferta de trigo nos portos do Mar Negro por parte de Rússia e Ucrânia, que competem com o trigo americano, puxou a baixa da cotação da commodity ontem. O Egito, maior importador mundial do cereal, informou ontem que jamais interrompeu suas compras da produção ucraniana, desmentindo notícias de que havia ocorrido suspensão de compras em virtude de uma suposta baixa qualidade do trigo da Ucrânia. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho caíram 7 centavos de dólar, para US$ 5,27 por bushel. Em Kansas, os papéis para junho recuaram 4,50 cents, para US$ 5,70 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 28,83, baixa de 0,48%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).