Commodities Agrícolas

20/04/2009

Commodities Agrícolas

 


Valorização do dólar

O fortalecimento do dólar em comparação com o real brasileiro e também a fraqueza dos fundamentos de oferta e demanda do café foram os principais fatores para a queda da commodity na sexta-feira no mercado internacional, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. A falta de novidades no mercado manteve o volume de negócios em níveis modestos. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em julho recuaram 180 pontos, para US$ 1,1375 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta que também vencem em julho fecharam em baixa de US$ 8, a US$ 1.480 por tonelada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos foi negociada na sexta-feira por R$ 255,29, uma baixa de 0,56%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.


Influência externa

Influenciado pelo desempenho das bolsas de valores, o preço do cacau no mercado futuro encerrou a sexta-feira em alta, interrompendo uma sequência de três declínios consecutivos. Em Nova York, os contratos para julho subiram US$ 32, para US$ 2.413 por tonelada. Em Londres, com a alta de 36 libras esterlinas, os papéis para julho fecharam a 1.721 libras por tonelada. "Houve uma modesta alta no mercado em virtude do otimismo geral com as ações. Não acho que seja o início de uma onda sustentável de altas", disse à Bloomberg Sudakshina Unnikrishnan, analista do Barclays Capital, em Londres. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada, na média, por R$ 86, pouco abaixo dos R$ 86,50 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).


Mais oferta no mercado

A cotação da soja no mercado futuro atingiu na semana passada seu maior patamar em três meses. Com preços atrativos, os produtores, que ainda mantêm estoques da safra anterior, foram estimulados a vender o grão. Com mais oferta de soja no mercado, disseram analistas à Bloomberg, o preço caiu na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho recuaram 9 centavos de dólar, para US$ 10,4150 por bushel. "Nós aconselhamos os produtores a aumentar as vendas hoje [sexta-feira]", disse Alan Kluis, presidente da Northland Commodities, em Minneapolis. No oeste baiano, a saca de 60 quilos foi negociada na sexta-feira em uma faixa entre R$ 42 e R$ 43,80, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).


Clima ideal para plantio

O clima mais seco na região do Meio-Oeste americano, que tende a melhorar as condições de plantio da nova safra, puxou a queda do preço do milho na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho recuaram 9,50 centavos de dólar, para US$ 3,8575 por bushel. A contar de sexta-feira, informou a Bloomberg, eram esperadas apenas chuvas fracas em todo o Meio-Oeste nos quatro dias seguintes, segundo relatório de David Salmon, meteorologista da Weather Derivatives. Menos de 1% da área já foi plantada em Iowa, Illinois, Nebraska e Minnesota, os quatro maiores produtores de milho dos EUA. No Paraná, a saca de milho de 60 quilos foi negociada, na média, por R$ 17, uma alta de 1,74%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).