Commodities Agrícolas

22/04/2009

Commodities Agrícolas

 


Demanda menor

Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado registraram a segunda queda consecutiva no pregão de ontem, na bolsa americana. O recuo se deveu a especulações de demanda mais fraca no país, ainda reflexo da recessão econômica. Para Stephanie Kinard, analista da Intermarkt Investment Strategists, o consumidor comprará menos produtos não-essenciais nestes tempos de incerteza - a taxa de desemprego americano bateu nos 8,5%, a maior em 16 anos. "O suco de laranja não é resistente à recessão", disse Kinard à Bloomberg. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho fecharam com queda de 325 pontos, a 83,60 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou, na segunda, a R$ 4,723, informa o Cepea/Esalq.

Compras especulativas

Os preços futuros do algodão deram uma guinada ontem para o maior nível em quase três meses na bolsa americana, na medida em que o mercado financeiro dos EUA mostrou otimismo e diminuíram as preocupações com uma eventual queda na demanda pela fibra. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento também foi influenciado por compras especulativas. Em Nova York, contratos de julho fecharam com alta de 230 pontos, para 51,30 centavos de dólar por libra-peso. Durante o dia, os papéis com o mesmo vencimento chegaram a atingir a casa dos 51,89 centavos, maior preço desde 27 de janeiro. No mercado interno, o preço médio da arroba ficou em R$ 1,1247 na segunda-feira, com variação diária de 0,01%, segundo o Cepea/Esalq.

Compras da China

A alta nos embarques de soja americana para a China fizeram com que o mercado futuro da commodity registrasse ontem a primeira alta em três pregões em Chicago. A China é o maior produtor de óleo de soja do mundo. Segundo a Bloomberg, os exportadores americanos embarcaram 808 mil toneladas na semana encerrada em 9 de abril - o dobro do registrado nas quatro semanas anteriores -, metade foi para a China. O USDA confirmou ainda vendas de 110 mil toneladas ao país no atual ano fiscal. Com isso, os contratos de soja para entrega em julho fecharam a US$ 10,33 por bushel, alta de 21,5 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de soja ficou em R$ 49,21, queda de 0,26%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a soja acumula alta de 7,09%.

Baixas temperaturas

As temperaturas mais baixas do que o esperado em regiões produtoras de trigo nos EUA acabaram sustentando os preços futuros da commodity pelo segundo pregão consecutivo nas bolsas. Com o frio, cresceu a especulação em relação a possíveis danos às lavouras. Segundo o USDA, em Oklahoma, o segundo produtor de trigo de inverno do país, 60% da lavoura está em condições ruins ou muito ruins, contra os 50% relatados na semana anterior. Ali, a temperatura caiu para sete graus negativos. "A situação está bem ruim", disse Jason Britt, da Central States Commodities. Em Chicago, papéis para julho subiram 4,5 centavos, para US$ 5,2075 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 4,25, a US$ 5,7225. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou na segunda a R$ 28,97, segundo o Deral.