Commodities Agrícolas

23/04/2009

Commodities Agrícolas


 

Dólar franco. A queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, pelo segundo pregão consecutivo, deu firmeza aos preços futuros do açúcar no mercado internacional ontem. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a 13,55 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 12 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 405 a tonelada, com aumento de US$ 4. Além do apelo do dólar mais fraco, os fundamentos positivos para o açúcar no mercado global também têm dado suporte às cotações. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou ontem a R$ 45,74, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações do produto seguem firmes no mercado doméstico, mesmo com o início da colheita da cana no Centro-Sul.
 
Greve na Colômbia. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, alcançando o maior patamar das últimas seis semanas, após especulações de que uma greve de caminhões organizada na Colômbia, o terceiro maior produtor global do grão, poderá reduzir os embarques naquele país. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 1,1775 a libra-peso, com aumento de 340 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para julho fecharam o pregão a US$ 1.499 a tonelada, com elevação de US$ 19. A greve na Colômbia reflete os altos custos com combustíveis naquele país, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 258,68, com alta de 1,69%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização é de 1,72%.
 
Movimento técnico. Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, pelo terceiro pregão consecutivo, como reflexo de correções técnicas do mercado, após recentes altas. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a 82,80 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 80 pontos. A especulação de menor demanda global por suco por conta da crise financeira global também tem tirado o suporte das cotações do suco. Nas últimas semanas, a seca observada nas regiões produtoras da Flórida, segundo maior produtor global de laranja, ajudou a dar sustentação à commodity, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos para as indústrias fechou a R$ 4,73, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Declínio do consumo. Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York, após sinais de que a demanda por pluma dos estoques certificados da bolsa nova-iorquina, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os contratos para julho encerraram a 50,79 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 51 pontos. O mercado sinaliza certa estabilidade no consumo, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O consumo global da pluma deverá cair 11%, de 122,7 milhões de fardos para 109,8 milhões de fardos no ano-safra que se encerra no dia 31 de julho, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1252 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.