Importador compra terra no exterior
Os países importadores de alimentos, que vão desde a Coreia do Sul até a Arábia Saudita, devem intensificar as aquisições ou arrendamentos de terras agricultáveis no exterior a fim de congelar os preços dos suprimentos, em meio à preocupação de que eles possam voltar a disparar. "Vamos assistir a um incremento dessas compras, principalmente da parte dos países bastante dependentes de importações", disse Brady Sidwell, diretor de assessoria do Grupo de Pesquisa e Consulinvestetoria em Alimentos e Agronegócio do Nordeste Asiático do Rabobank Groep NV.
Trigo, milho, arroz, óleo de palma e soja subiram para cotações recorde em 2008. Os contratos futuros de arroz, por exemplo, alcançaram a maior alta histórica nesta semana do ano passado. A alta se deve ao receio das importadoras e investidores de que a oferta não será suficiente para atender à demanda. A ONU defendeu a adoção de medidas mundiais coordenadas para solucionar a crise dos alimentos diante do salto dado pela inflação e do aumento da fome.
A Arábia Saudita, maior economia do mundo árabe, vai fundar empresa de US$ 800 milhões para investir em projetos agrícolas no exterior, já que o país tenta aumentar a oferta de alimentos, segundo revelou a estatal Agência de Notícias Saudita. O governo da Coreia do Sul vai emprestar recursos às empresas que desenvolverem fazendas no exterior, disse o ministro de Alimentos, Agricultura, Recursos Florestais e Pesca, Chang Tae Pyong. O estaleiro sul-coreano Hyundai Heavy Industries Co., disse ter adquirido participação numa fazenda russa para o cultivo de alimentos. A Coreia do Sul lidera a busca de terras no exterior, uma vez que depende em 95%, da importação de grãos.