Agrishow começa com boicote e crítica ao sistema de crédito rural

29/04/2009

Agrishow começa com boicote e crítica ao sistema de crédito rural

 

 

A abertura oficial ontem da 16ª Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), em Ribeirão Preto, foi marcada por críticas aos sistemas de crédito e seguro rural oferecidos pelos governos estadual e federal.

O governador José Serra (PSDB), que participou da abertura oficial do evento, anunciou a criação de um seguro de renda para pequenos e médios produtores de milho, feijão, café, soja e gado.

O plano, que passa por aprovação jurídica, deve subsidiar 50% do valor do prêmio pago pelos produtores no momento da consolidação de venda ou compra no mercado futuro.

O presidente da Fetaesp (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo), Braz Albertini, que representa trabalhadores e agricultores familiares, também criticou o atual modelo de incentivo à agricultura.

"A Agrishow, como termômetro do agronegócio, mostra que não há estabilidade para o setor rural. É necessária a criação de subsídios mais fortes, que atendam a todos os setores da agricultura", afirmou.

Segundo a organização da feira, é esperada a realização de negócios na ordem de R$ 800 milhões, mesmo faturamento do ano passado.

Os expositores, que diminuíram de 745 para 725, mostram-se pessimistas. No primeiro dia aberta à visitação, a feira apresentou público considerado baixo, segundo os responsáveis pelos estandes das principais empresas. A organização da feira, que espera receber o mesmo número de visitantes do ano passado (140 mil), não forneceu dados oficiais.

A edição 2009 da feira tem boicote de cinco das principais montadoras de tratores do mundo, ligadas à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) -Case, New Holland, Valtra, John Deere e Massey Ferguson. As empresas querem que o evento se torne bienal.

Na edição passada, elas representaram 15% do faturamento do evento.