Commodities Agrícolas
Mais consumo? Os preços futuros de café subiram ontem pelo quinto pregão em seis sessões, devido a especulações de que a melhora no mercado financeiro dos EUA pode sinalizar uma recuperação de demanda pelo grão. O Índice Standard & Poor's 500 chegou a subir 0,8% ontem com a divulgação de alta na confiança do consumidor americano. "O café está realmente olhando para o mercado financeiro", disse à Bloomberg James Cordier, da OptionSellers.com. "Quando a economia parece melhorar, o raciocínio é de que o consumidor de café sairá novamente comprando grãos de qualidade". Na bolsa de Nova York, os papéis para julho subiram 85 pontos, para US$ 1,1625 por libra-peso. Em São Paulo, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade está cotada entre R$ 265 a R$ 270, segundo o Escritório Carvalhaes.
Tempo seco. Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York. Os contratos para julho encerraram o pregão a 83,60 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 150 pontos sobre o pregão anterior. Apesar do recuo, os contratos da commodity acumulam neste mês alta de 9,6%, o que, para os analistas, é explicado por especulações de que o tempo seco na Flórida poderá prejudicar os pomares. O Estado americano é o segundo maior produtor de laranjas depois do Brasil. "A alta acumulada pode ser exagerada", disse James Cordier, fundador da OptionSellers.com, em Tampa, na Flórida, à Bloomberg. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 4,75, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Nova queda. Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago, com especulações de que o surto de gripe suína irá prolongar a recessão e derrubar a demanda pela oleaginosa para alimentos, ração e biocombustível. "O aumento das incertezas em relação à economia encorajou os traders a reduzir posições. As pessoas estão mais avessas ao risco", disse à Bloomberg Greg Grow , diretor de agronegócios da Archer Financial Services. Os papéis com vencimento em julho recuaram 14 centavos (1,4%) e encerraram o dia cotados a US$ 9,83 por bushel. Em dois dias, a commodity acumula queda de 4,9%. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 47,74, com baixa de 0,58%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, o grão acumula alta de 9,64%.
Inundações dão suporte. Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, após notícias de que as inundações nas regiões produtoras das Grandes Planícies deverão afetar o plantio do cereal da safra de primavera, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os Estados Unidos são os maiores exportadores globais de trigo. Na bolsa de Kansas, os contratos do trigo para julho fecharam a US$ 5,72 o bushel, com aumento de 0,50 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho encerraram o pregão a US$ 5,22 o bushel, com elevação de 2,50 centavos. Os preços também tiveram suporte após notícias de que o clima frio poderá prejudicar a safra de trigo na região de Oklahoma. No mercado paranaense a saca de 60 quilos fechou a R$ 29.01, segundo o Deral.