Commodities Agrícolas
Melhor preço
A expectativa de que as exportações de café do Brasil - o maior produtor do mundo - deverão encolher na safra atual impulsionaram os preços futuros da commodity negociados em Nova York. Os contratos com vencimento em julho subiram 45 pontos, para US$ 1,2085 por libra-peso. Na quinta-feira, o governo definiu os preços mínimos para os grãos arábica e robusta. O preço mínimo do café arábica será de R$ 261,69 a saca de 60 quilos, aumento de 23,6%. O robusta teve alta de 25,8%, para R$ 156,57. O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) aprovou a proposta orçamentária de R$ 2,8 bilhões do Funcafé para 2010, um acréscimo de R$ 1 bilhão em relação a 2009. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 259,37, com alta de 0,82%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Ganhos e perdas
Os contratos futuros da soja mostraram comportamento díspare ontem na bolsa de Chicago. Contratos com vencimentos mais próximos subiram, enquanto papéis para entrega no fim do ano caíram. Maio fechou a US$ 11,1525 por bushel, alta de 13,25 centavos de dólar, e julho encerrou a sessão a US$ 11,0350, 12,50 centavos de dólar mais que na sexta-feira. Novembro, em contrapartida, recuou 0,50 centavo e fechou a US$ 9,7050. A quebra da safra argentina e o aquecimento da demanda chinesa atuaram como fatores "altistas", mas as quedas de milho e trigo contiveram o otimismo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão negociado no Paraná registrou valorização de 3,58% sobre quinta-feira e atingiu R$ 50,57.
Tempo bom
Os contratos futuros de milho registraram ontem a maior queda em duas semanas em Chicago devido a especulações de que o clima mais quente e seco no Meio-Oeste dos EUA poderá acelerar o ritmo de plantio, o que deverá repercutir de forma positiva nesta safra. "Os produtores estão correndo contra o relógio para semear antes da chuva prevista para o final desta semana", disse à Bloomberg o consultor de mercado Christian Mayer, da Northstar Commodity Investments, de Mineápolis. Com isso, os papéis com vencimento em julho recuaram 8,25 centavos de dólar (2%) na bolsa de Chicago, para US$ 4,055 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 22,14, segundo o indicador Esalq /BM&FBovespa, com alta diária de 0,44%.
Tendência revertida
O tempo mais seco e quente na região produtora de grãos do Meio-Oeste americano também influenciou a cotação do trigo negociado em Chicago, que fechou ontem com a primeira queda em cinco pregões. Os contratos para entrega em julho registaram queda de 19 centavos de dólar, ou 3,3%, para US$ 5,51 por bushel. É um resultado contrastante com o ganho de 9,7% dos quatro pregões anteriores. Na bolsa de Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, o recuo foi de 17,75 centavos de dólar, para US$ 5,97 por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 29,04, sem variação em relação à sexta-feira, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Deral).