Commodities Agrícolas

06/05/2009

Commodities Agrícolas

 


Produção global menor

Os preços futuros do açúcar fecharam em alta, atingindo o maior patamar desde julho de 2006, ainda sustentados por especulações de que a produção global deverá ser menor que a demanda, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O déficit global está estimado em 9 milhões de toneladas para a safra 2008/09, que se encerra em 30 de setembro, de acordo com a trading Sucden. Para 2009/10, o déficit deverá ficar em 2 milhões de toneladas. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram o dia a 15,72 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 18 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 445,70 a tonelada, com alta de US$ 7,20. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 45,51, segundo o índice Cepea/Esalq.

Mercado animado

Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado subiram ontem em Nova York para o maior patamar desde setembro de 2008. O mercado operou animado com as informações de que o setor de serviços nos Estados Unidos contraiu menos que o esperado em abril, na medida em que as vendas de casas voltaram a crescer e sinalizaram uma reação da economia. Os papéis com vencimento em julho subiram 95 pontos (1,1%) e encerraram o dia cotados a 90,15 centavos de dólar por libra-peso. Ao longo do dia, os contratos do suco para o mesmo período atingiram a casa de 91,8 centavos de dólar - o melhor resultado desde 26 de setembro. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria ficou em R$ 4,50, segundo o Cepea/Esalq.

Retomada da demanda

Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, atingindo o maior patamar dos últimos sete meses, após notícias de que a demanda global deverá ser retomada, uma vez que a crise financeira global dá sinais de arrefecimento, segundo a agência Bloomberg. Os contratos da pluma para julho fecharam a 58,05 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 83 pontos. As cotações do algodão tiveram forte valorização este ano, após registrar queda no mercado internacional, como reflexo da baixa demanda pelo produto por conta da crise. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,189 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita teve início no Sul e Sudeste do país e se intensificará a partir do segundo semestre no Centro-Oeste.

Menos encomendas

Os preços futuros da soja registraram ontem recuo, após atingirem a maior alta em sete meses em Chicago devido a especulações de que compradores, como a China, reduzirão encomendas dada a guinada nos preços na semana passada. Desde o dia 28 de abril, a oleaginosa registrou alta de 12%. Os EUA ainda não registraram nenhuma venda à China nesta semana, o que aumentou a suspeita de que o país poderá vender parte de suas reservas. "Há cada vez menos incentivos do governo chinês para dar suporte aos preços domésticos, agora que os fazendeiros já tomaram decisões de plantio", disse à Bloomberg Charlie Sernatinger, da Fortis Clearing. Em Chicago, papéis para julho caíram 2,5 centavos, a US$ 11,01 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 50,7, segundo o índice Cepea/Esalq.