Produção industrial baiana mantém patamar de fevereiro
De acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), a produção industrial baiana, em março, ficou estável, após expressivo crescimento de 13,8% em fevereiro. Os índices regionais tiveram crescimento frente a fevereiro em oito das 14 regiões pesquisadas no Brasil, com destaque para Rio de Janeiro (5,4%), Pernambuco (5,1%) e Minas Gerais (3,4%), seguidos do Pará e Ceará (ambos com 1,5%) e São Paulo (1,0%), todos com taxas acima da média nacional (0,7%). Em seguida, Santa Catarina (0,3%), Amazonas e Bahia (ambos com 0,0%) praticamente repetiram o patamar do mês anterior. Recuaram na produção Espírito Santo (-4,2%), Paraná (-2,3%), Goiás (-1,1%) e Rio Grande do Sul (-0,9%).
Na comparação com março de 2008, a produção industrial baiana apresentou retração de 2,4%. O resultado foi o terceiro melhor do País, atrás do Paraná, que cresceu 4,1%, e do Pará, com retração menor do que a da Bahia (-2,3%). O conjunto da indústria brasileira, neste indicador, teve queda de 10,0% e a pior retração aconteceu no Espírito Santo (-32%).
Setores - No confronto março09/março08, a retração de 2,4% foi influenciada por três segmentos da indústria de transformação. A principal contribuição negativa veio de metalurgia básica (-37,2%), com redução na fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre. Os outros setores que influenciaram o recuo foram: produtos químicos (-3,3%), por conta da menor produção polietileno de baixa densidade, e refino de petróleo e produção de álcool (-1,7%), com queda na produção de óleo diesel.
Dos cinco segmentos que registraram crescimento no período destacam-se: alimentos e bebidas com taxa de 14,0%, sendo influenciado pelo aumento na produção de cerveja e óleo de soja em bruto, e celulose e produtos de papel (10,6%), resultado do aumento na produção de celulose.
Já a queda acumulada de 10% no primeiro trimestre foi resultado da redução na fabricação de produtos químicos (-19,7%), metalurgia básica (-35,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (-8,1%). Por outro lado, as maiores contribuições positivas vieram dos segmentos de alimentos e bebidas (13,6%), com aumento na fabricação de farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja e minerais não-metálicos (13,0%), em função do aumento na produção massa de concreto para construção.