Commodities Agrícolas
Demanda maior
Os contratos futuros do açúcar alcançaram ontem o maior preço desde julho de 2006 com especulações de que os investidores estão aumentando suas apostas na commodity devido às previsões de maior demanda. A ação de fundos hedge também influenciou o mercado. Segundo a Organização Internacional de Açúcar, a demanda global poderá exceder a produção em até 7,8 milhões de toneladas no ano fiscal que se encerrará em 30 de setembro. "Terá de acontecer algo muito forte para minar o mercado", disse à Bloomberg Nicholas Snowdon, do Barclays Capital. Em Nova York, os papéis para outubro subiram 31 pontos, para 16,13 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos saiu por R$ 45, queda de 0,42%, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Prêmio aos grãos
Os preços futuros de café deram um salto ontem para o maior patamar em sete meses, na medida em que a alta dos prêmios oferecidos pelos grãos de boa qualidade da América Latina diminuiu a oferta. Em Nova York, o prêmio ao grão arábica colombiano pago na sexta-feira era de 76,52 centavos de dólar por libra-peso, contra 8,94 centavos no mesmo dia do ano passado. Segundo Mark Hansen, do CPM Group, os preços altos estão motivando os produtores a vender seus grãos diretamente para armazéns, em vez de colocá-los na bolsa. Com isso, os papéis para julho subiram ontem 180 pontos em Nova York, para US$ 1,2850 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou a R$ 266,85, com alta de 0,89%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Chuvas prolongadas
Os preços futuros do algodão subiram novamente ontem nos EUA, o que torna este período altista o mais longo em 32 anos. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento deveu-se a preocupações de que as chuvas no Delta do Mississipi, nos Estados Unidos, possam adiar o plantio no país. A região superior do delta, que inclui o norte dos Estados de Arkansas, Tennessee e o sudeste de Missouri, registrou 25 centímetros de chuvas nos últimos dois meses, bem mais que o comumente registrado, disse Drew Lerner, da World Weather. Com isso, os contratos para outubro fecharam com alta de 55 pontos em Nova York, aos 62,13 centavos por libra-peso. No mercado nacional, a libra-peso fechou o dia a R$ 1,24,15, alta de 1,02%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Estoques menores
Os contratos futuros da soja subiram ontem pelo segundo pregão consecutivo em Chicago, devendo-se, desta vez, a especulações de que o Departamento de Agricultura americano (USDA) relate hoje queda nos estoques da commodity. Segundo 18 analistas ouvidos pela Bloomberg, os estoques do grão nos EUA podem recuar para 129 milhões de bushels até 31 de maio. Se confirmado, este será o menor nível desde 2004 e menor também em relação à última previsão do USDA, de 165 milhões de bushels, divulgada em abril. Os papéis para julho subiram 4,50 centavos, para US$ 11,16 por bushel em Chicago. Em Sapezal (MT), a saca de 60 quilos foi negociada ontem por R$ 39,20, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).