Adab participa de encontro para combater cochonilha do algodão
Visando combater a Cochonilha do algodoeiro, nova praga que começa a preocupar pesquisadores e produtores de algodão do estado, a Secretaria da Agricultura (Seagri) por meio da Agência de Defesa agropecuária da Bahia (Adab), participa hoje (14), no auditório da Abapa, no município de Guanambi, de uma reunião para traçar as diretrizes de ação e implementação dos núcleos regionais, como também enfocar a necessidade de se trabalhar em conjunto, produtores e defesa fitossanitária. Além da Adab, participarão do encontro, técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), da Associação baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e produtores da região. A reunião terá a participação também do pesquisador da Embrapa/Algodão, Carlos Alberto Domingues que, durante os trabalhos, realizará coletas da planta para análises laboratoriais.
Segundo o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, trata-se de uma nova espécie de cochonilha, cujo nome científico é Planococcus minor. “O inseto suga a seiva das plantas, enfraquecendo-as, e em grandes infestações, causa o seu definhamento e morte. Apesar da praga já estar atacando, há um certo tempo, outras culturas, a exemplo do café, só recentemente foi detectada no algodão. Diferentemente de outras pragas, o inseto ataca todas as partes da planta como haste, folha, caule, botão e, no caso do algodão, é capaz de infestar as plantas mesmo quando os capulhos já se encontram abertos”, detalha o dirigente.
Dia de Campo
A Adab intensificou o monitoramento e a fiscalização no Vale do Iuiú, já que a região é produtora de algodão e tem como característica peculiar a agricultura familiar. Os agricultores serão orientados por técnicos da Adab, quanto às técnicas de manejo para controle da cochonilha que destrói as plantações de algodão.
Para o diretor de defesa vegetal, Armando Sá, uma das principais medidas de defesa fitossanitária adotadas pela agência é chamada Dia de Campo, que acontece periodicamente nas regiões produtoras, e faz parte das ações do Projeto Fitossanitário do Algodão. “A meta da Adab, com o programa é proporcionar para a cotonicultura da região, de base familiar, uma maior competitividade nos mercados locais e nacionais”, definiu.
Produção
Na Bahia a maior produção de algodão, encontra-se nas regiões Oeste e Sudoeste, porém suas características são peculiares e bastante definidas. No Oeste, a produção é baseada na tecnologia mecanizada, onde alcança em média de produtividade cerca de 265 arrobas por hectare, atingindo o volume de 1 milhão de toneladas de algodão em caroço por safra. Os destaques são os municípios de Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Correntina e Jaborandi. A cultura localizada no oeste do estado equivale a 90% de todo o algodão da Bahia, ocupando uma área de 300 mil hectares.
Já na região sudoeste prevalece a agricultura familiar com cerca de 700 famílias produtoras de algodão. A maior concentração dessa cultura na região encontra-se no vale do Iuiú, com 12 mil hectares da planta.
A Bahia é atualmente o segundo produtor nacional de algodão, contribuindo com 30% da produção do país.
Fonte:
Ascom Adab - 13/05/09
Welder França
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