Commodities Agrícolas

14/05/2009

Commodities Agrícolas

 

Novo dia de baixas. Os preços do açúcar no mercado internacional não estão mais em seu maior patamar em 34 meses. O aumento de 17% da área de plantio no Centro-Sul brasileiro em 2009 ajudará a contrabalançar a queda na produção em outros países. Até terça-feira, o açúcar valorizou-se 24% neste trimestre porque uma menor área de cultivo na Índia, maior consumidor global, aumentaria o déficit de açúcar no mundo. Em Nova York, os contratos para julho caíram 32 pontos, para 15,40 centavos por libra-peso - no dia anterior, o papel havia chegado a 16,03 centavos, maior nível desde julho de 2006. O contrato para outubro recuou 22 pontos, a 16,15 centavos por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos saiu por R$ 44,25, queda de 1,01%, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Realização de lucros. Depois de nove sessões de valorização, os negócios com café no mercado futuro foram marcados ontem pela realização de lucros. A commodity teve pressão adicional do dólar, valorizado, e das bolsas de valores, que, em queda, não ajudaram a criar um cenário positivo para os negócios com commodities agrícolas, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em julho recuaram 165 pontos, para US$ 1,2715 por libra-peso. Em Londres, os papéis que também vencem em julho caíram US$ 5, para US$ 1.500 por tonelada. No mercado doméstico, a saca de café de 60 quilos foi negociada por R$ 268,69, um avanço de 0,28%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Em maio, a alta acumulada é de 4,44%.

Demanda sem estímulo. A perspectiva de que a demanda por algodão perca força por conta das altas recentes da commodity puxou a queda das cotações ontem, disseram analistas à Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em outubro fecharam em baixa de 108 pontos, aos 60,53 centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para julho caíram 128 pontos, ou 2,1%, para 59,04 centavos por libra-peso - foi a maior queda do preço do contrato desde 20 de abril. Depois de nove altas consecutivas - a mais longa sequência desde 1976 -, série interrompida na terça-feira, o algodão está em um momento de correções técnicas, segundo Candice Graham, da FCStone Group. No mercado interno, o algodão saiu por R$ 1,2672 por libra-peso, alta de 1,33%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
De olho na China. Com a alta de ontem, a quarta consecutiva, o preço da soja no mercado futuro aproximou-se de seu patamar mais elevado em sete meses. O novo avanço ocorreu sob a perspectiva apresentada na terça-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de que, por conta do crescimento das exportações do grão para a China, os estoques americanos sejam reduzidos para seu menor nível em cinco anos até 31 de agosto, período que antecede o início da colheita de soja nos EUA. Na bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa para julho fecharam em alta de 10,50 centavos de dólar, aos US$ 11,28 por bushel. Em Canarana (MT), a saca de soja de 60 quilos saiu por R$ 42,50, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).