Comércio entre Bahia e China ganha impulso
A China já é o principal parceiro comercial da Bahia. O gigante asiático, que em março já havia tomado o posto dos Estados Unidos em relação ao Brasil, repetiu o feito em abril, com relação à Bahia, despontando como destino de 14,34% dos produtos baianos no exterior.
As exportações para os chineses foi de US$ 257,6, enquanto os norte-americanos receberam US$ 253,1 milhões, mas tendência, apontam especialistas, é de um aumento nesta diferença.
Enquanto os EUA lutam para sobreviver a um cenário de retração econômica provocado pela crise mundial, os chineses viram o ritmo de crescimento diminuir dos 10% médio na última década para a previsão de 7% em 2009.
Assim como os países de economia desenvolvida, a maior economia da Ásia tem grande dependência de produtos básicos, como matérias-primas ou com pouca industrialização.
E a Bahia, por outro lado, tal qual o Brasil, tem grande quantidade de soja, algodão, celulose e resinas plásticas, entre outros, para oferecer. Nos últimos três anos, enquanto as vendas para os Estados Unidos aumentaram 29%, o volume de negócios com os chineses cresceu 125%.
Se o Estado tem hoje um crescimento nas vendas para o exterior de 49,54% nos primeiros quatro meses, agradeça-se aos chineses, avalia o gerente de Estudos e Informações do Centro de Negócios da Bahia (Promo), Arthur da Souza Cruz. “Sem a China, a balança estaria estagnada ou em queda”, garante Souza Cruz. Para ele, a Bahia tem uma relação de complementaridade com o país asiático. “Compram nossas commodities e nos vendem industrializados”, diz.
A explicação para o crescimento da China passa pela estratégia de muitas das maiores empresas do mundo, de se instalar no país. Lá, elas encontram baixa tributação e baixos custos. Além disso, acrescenta o professor de comércio exterior da Universidade Salvador, Raimundo Torres, eles conseguiram manter o crescimento do PIB elevado. “Considerando a crise, é bastante elevado”.