Commodities Agrícolas

20/05/2009

Commodities Agrícolas

 

Oferta menor. Os contratos futuros do café atingiram ontem o maior preço desde setembro do ano passado, na medida em que a oferta restrita de países da América Latina aumentou o apetite de fundos hedge e outros especuladores. A produção na Colômbia, o segundo maior produtor do mundo do grão arábica, poderá encolher em até 8,7% na safra atual por conta das fortes chuvas nas regiões produtoras. "A influência positiva dos fundos tem jogado os preços do café para cima", disse à Bloomberg Wiliam Adjadji, trader da Sucden Financial, de Paris. Com isso, os papéis para setembro fecharam a US$ 1,3415 por libra-peso, com alta de 290 pontos em Nova York. No mercado interno, a saca fechou a R$ 270,72, com alta de 0,67%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
 
Chuvas esperadas. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado recuaram ontem 130 pontos na bolsa de Nova York, para 94,05 centavos de dólar por libra-peso. Mais uma vez, os papéis foram pressionados pela contínua chuva que beneficia as lavouras na Flórida, o maior produtor dos Estados Unidos e o segundo maior do mundo, depois do Brasil. "Ao que parece, o período de seca acabou", disse à agência Dow Jones o analista James Cordier, da Optionsellers.com. Segundo o analista, embora nem todas as áreas da Flórida estejam recebendo chuvas, o cenário mudou de seca ameaçadora para uma ambiente mais favorável para a lavoura. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada ontem por R$ 4,00, segundo o Cepea/Esalq.
 
China liquida estoques. O receio de que a China, maior consumidor mundial de algodão, venha a comprar menos no exterior foi o principal fator para a desvalorização da fibra no mercado internacional ontem, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Foi a segunda queda nas últimas três sessões. O governo chinês elaborou um plano que prevê a liberação para o mercado interno de um volume não especificado de seus estoques. Com a decisão, o país tenta não só garantir suprimento às indústrias locais, mas também estabilizar seu mercado interno. Em Nova York, os contratos para outubro caíram 110 pontos, para 58,52 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a fibra saiu por R$ 1,2849 por libra-peso, uma baixa de 0,07%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
 
Estoques em elevação. Os preços do trigo no mercado futuro recuaram ontem sob a perspectiva de que os crescentes estoques globais da commodity reduzam a demanda pelo trigo produzido nos Estados Unidos, o maior exportador mundial. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em setembro recuaram 2 centavos de dólar, para US$ 6,1450 por bushel. Em Kansas, os papéis que vencem em julho caíram 0,25 centavo de dólar, para US$ 6,5275 por bushel. "Não temos uma situação de estoques no mundo que permita que os preços do trigo cheguem às alturas", disse à Bloomberg Jason Britt, presidente da Central States Commodities, em Kansas City. No Paraná, a saca de 60 quilos de trigo saiu, na média, por R$ 28,50, uma alta de 0,32%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).