Monsanto abre espaço a pequenas sementeiras
A Monsanto, maior companhia de biotecnologia do mundo, tem como foco a melhoria as colheitas geneticamente modificadas como de milho e algodão, informou o vice-presidente comercial da Monsanto, Gerald Steiner. Com isso, a empresa espera estimular outras empresas a desenvolver sementes modificadas para grãos, frutas e legumes menos valiosos.
A Monsanto também pretende continuar perseguindo a aprovação do governo dos Estados Unidos para a produção de sementes de alfafa transgênicas, resistentes ao seu herbicida Roundup, disse Steiner, que foi entrevistado ontem durante a realização do Fórum Mundial de Agricultura em St. Louis.
Uma sentença judicial em 2007 impediu o uso das sementes transgênicas de alfafa até que o final de uma análise ambiental. A sentença foi dada em uma ação legal de produtores agrícolas e grupos ambientalistas que argumentaram que as sementes da Monsanto afetam as lavouras de alfafa orgânica.
"Precisamos acertar esse processo porque é preciso aumentar a oferta de alimentos. Para isso, toda a rede de produção necessita aumentar significativamente, o que inclui maior produção por meio da biotecnologia", acrescentou.
Outras companhias poderão ampliar os transgênicos para algumas lavouras menos valiosas, à medida que isso se torna economicamente viável, disse Steiner.
Com a Organização das Nações Unidas (ONU) prevendo que as necessidades alimentícias globais irão duplicar até 2050, Steiner disse que a aceitação dos produtos da Monsanto tende a aumentar, e mais sementes deverão ser geneticamente modificadas.