Commodities Agrícolas

21/05/2009

Commodities Agrícolas

 

Recuo do dólar. Os contratos futuros do algodão subiram ontem pelo segundo dia em três pregões. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a alta se deveu à queda do dólar para o menor patamar neste ano, o que elevou o apetite por commodities. "Há muitos fundos comprando, o que tem dado suporte aos preços. E isso tem muito a ver com o recuo da cotação do dólar", disse John Flanagan, presidente da Flanagan Trading Corp., da Carolina do Norte. Os papéis com vencimento em outubro, negociados na bolsa de Nova York, fecharam com alta de 95 pontos, a 59,47 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a fibra saiu por R$ 128,99 por libra-peso, com alta de 0,39%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 11,64 %.
 
Safra enxuta. As expectativas de que a produção chinesa de soja irá encolher na safra atual - e consequentemente elevar a demanda pela oleaginosa americana - fizeram os contratos negociados na bolsa de Chicago estenderem ontem o movimento altista dos últimos pregões. De acordo com o Centro de Informação de Grãos e Óleos chinês, a área total de soja no país poderá recuar 3,7%. Os papéis com vencimento em agosto encerraram o dia com alta de 9,50 centavos de dólar, para US$ 1,12950 por bushel. "O fornecimento enxuto de soja continua a dar suporte", disse à Bloomberg Chad Henderson, analista da Prime Agricultural Consultants Inc., de Wisconsin. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 50,66, com queda de 0,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
Plantio atrasado. Os preços futuros do trigo subiram ontem para o maior nível desde janeiro, na medida em que o tempo úmido nas regiões produtoras dos EUA aumenta a expectativa de atrasos no plantio. O país é o maior exportador do cereal do mundo. Segundo o USDA, cerca de 50% do trigo de primavera havia sido plantado até 17 de maio, comparado com a média de 90% registrada nos últimos cinco anos. Partes do Kansas receberam até três vezes mais chuvas que o normal para a época, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. Com isso, os papéis para entrega em setembro encerraram com alta de 9,25 centavos em Chicago, a US$ 6,2375 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 7,25, para US$ 6,60. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,45, queda de 0,18%, segundo o Deral.
 
Alta no campo em SP. O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a segunda quadrissemana de maio com variação positiva de 2,41%. Foi a quinta alta consecutiva do indicador, desta feita sustentada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem vegetal. Na média ponderada, o grupo registrou valorização de 3,56%. A cana, carro-chefe do agronegócio paulista, subiu 4,51%, e para outros seis vegetais também houve ganho de preços (quatro caíram). No grupo dos produtos de origem animal, houve queda média de 0,47%. O destaque entre os seis produtos do grupo foram os ovos, que tiveram baixa de 10,09%.