Programa Água Para Todos dobra a oferta na região de Guanambi

21/05/2009

Programa Água Para Todos dobra a oferta na região de Guanambi

 

O programa Água Para Todos concluiu mais uma obra, beneficiando com abastecimento de água tratada 115 mil pessoas em Guanambi, Candiba e Pindaí, municípios do sudoeste do estado, onde as populações viviam ameaçadas por um colapso no fornecimento durante os períodos de estiagem.

Foi implantada uma adutora de 16,7 quilômetros, entre Poço do Magro e o canal de irrigação da Barragem de Ceraíma, que vai complementar o volume de água necessário para abastecer essas cidades e os povoados de Vila dos Colonos, Vila Morrinhos, Pilões e Ceraíma.

Antes da conclusão da obra, quando havia pouca disponibilidade de água, a empresa só conseguia distribuir 94 litros por segundo. Hoje, com a contribuição da água de Poço do Magro, a empresa chega a distribuir 209 litros por segundo.

O presidente da Embasa, Abelardo Oliveira, informa também que já está previsto investimento na adutora, que vai transferir água do Rio São Francisco para abastecer estes sistemas.

O investimento, da ordem de R$ 9 milhões, foi fruto de parceria entre a Embasa e a Codevasf, livrando a região do rígido racionamento provocado pela seca, fenômeno que se repete a cada ano em diversas regiões do estado.

Adutora – A estrutura implantada pela Embasa incluiu, além da adutora, um reservatório de 500 mililitros, próximo ao canal de irrigação de Ceraíma, e quatro elevatórias (bombas), que garantem a captação de 150 litros por segundo para a estação de tratamento de Guanambi.

As chuvas esperadas entre o mês de outubro do ano passado e março deste ano não foram suficientes para repor o volume da Barragem de Ceraíma, principal manancial que abastece Guanambi e cidades do entorno.

Além da falta de chuva, outro fator contribuiu para a escassez na região: a técnica de irrigação por inundação, que emprega grande volume de água num mesmo metro quadrado e consome o que serviria para abastecimento humano durante a estiagem.

O superintendente de Operação da Região Norte, Elmo Vaz, explicou que a obra recentemente realizada pela Embasa foi de caráter emergencial para evitar o colapso do abastecimento. "A população tem consciência disso e tem colaborado, consumindo de forma responsável e racional", observou.


Sistema de abastecimento vai atender a 2,4 mil pessoas em Correntina


A água é tratada por dois filtros e, após passar pela casa de química, é distribuída por uma rede

Os 2.392 habitantes da Vila Rosário, no município de Correntina, foram beneficiados com a construção de sistema de abastecimento de água. A obra, feita pela Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (Cerb), empresa da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), será entregue à população hoje pelo governador Jaques Wagner.

Um poço tubular perfurado pela empresa com 240 metros de profundidade e vazão máxima de 24 litros por segundo, onde a água é captada e levada por uma estrutura de adução com 370 m de tubulação.

A água é tratada por dois filtros e, após passar pela casa de química em alvenaria, com área construída de 37 m2, é distribuída por rede com 19.704 m de extensão. Os moradores têm acesso direto à água por meio de 559 ligações domiciliares instaladas, sendo 197 em parceria com a prefeitura de Correntina.

De acordo com o presidente da Cerb, Cícero Monteiro, além da construção do sistema de abastecimento de água, onde foi investido cerca de R$ 1,24 milhão, a empresa concluiu a casa de administração em alvenaria, composta de sala de espera, atendimento ao público e sanitário.

Qualidade – Essa obra é de fundamental importância para sanar as dificuldades que a comunidade tinha com o antigo sistema de abastecimento de água, que era muito precário e a maioria não tinha acesso à água.

"A população necessita de água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para atender a suas necessidades, para proteção de sua saúde e para propiciar o desenvolvimento econômico", acrescenta Monteiro.

A Vila Rosário está localizada a 206 km da sede municipal de Correntina, na região oeste da Bahia, a 1.200 km de Salvador, na divisa com o estado de Goiás. A população local é basicamente formada por imigrantes oriundos do Centro-Oeste e do Sul do País que se fixaram na região e vivem da agricultura de algodão, soja, milho, arroz, entre outras.