II Congresso da Cachaça reuniu 500 produtores e distribuidores em Salvador

25/05/2009

II Congresso da Cachaça reuniu 500 produtores e distribuidores em Salvador

 

 

Durante os cinco dias do II Congresso Brasileiro da Cachaça (Conbrac), que terminou ontem no Fiesta Bahia Hotel, cerca de 500 produtores e distribuidores de cachaça participaram de palestras e debates sobre os desafios e avanços da produção de aguardente.

"Nós passamos informações de toda a cadeia produtiva, desde a parte agronômica até o mercado. Isso foi importante para estimular os produtores", afirmou Bráulio Araújo, um dos coordenadores do congresso.

"Foi muito positivo principalmente na parte técnica. Os mestres e doutores que estiveram aqui esclareceram muitas coisas. A cachaça ainda é pouco estudada e cada vez que acontece um encontro com esses professores é muito proveitoso", disse o produtor Luis Fernando Galletti, que fabrica 20 mil litros de cachaça por mês no município de Ilhéus.

Um dos assuntos mais debatidos no congresso foi a necessidade de profissionalizar a produção. Atualmente, 60% dos alambiques trabalham na informalidade.

"Eles não se registram para não pagar impostos, mas dessa forma concorrem de forma desleal e não têm controle sobre a qualidade do produto", diz Galletti.

Sem a certificação de qualidade, a cachaça brasileira também não chega ao mercado externo, outro desafio para os produtores. Atualmente, só 1% da cachaça produzida no país é exportada. O México, por exemplo, consegue exportar 52% da tequila, o que gera um faturamento de US$ 4,2 bilhões anuais.