Commodities Agrícolas
Na contramão do dólar.
As cotações do café registraram queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pela valorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires não viram novidades pelo lado dos fundamentos capazes de provocar a queda. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 1,3550 por libra-peso, ao passo que os futuros para entrega em setembro recuaram 90 pontos, para US$ 1,3740. Compras de fundos e especuladores no início do pregão evitaram uma retração maior. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 270 e R$ 280, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
Ganhos em Nova York.
A expectativa em torno de possíveis danos nos pomares da Flórida provocados pelo início da temporada de furacões na costa americana do Atlântico motivou a valorização do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho subiram 165 pontos e alcançaram 94,15 centavos de dólar por libra-peso, e os futuros com entrega em setembro registraram alta de 175 pontos e atingiram 97,25 centavos de dólar. Apesar do impulso de ontem, traders ouvidos pela Dow Jones Newsiwres sabem que as previsões meteorológicas indicam uma temporada de furacões relativamente amena. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco seguiu em R$ 4, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Poucos negócios.
A queda dos estoques americanos "compensou" a valorização do dólar diante de outras moedas importantes e garantiu a alta das cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, o número de negócios fechados na bolsa foi pequena. Os contratos com vencimento em julho fecharam a 55,58 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 52 pontos em relação à véspera, enquanto os papéis para dezembro subiram 49 pontos e chegaram a 59,06 centavos de dólar. Não fossem as quedas de preços de outras commodities, como soja e milho, os saltos poderiam até ter sido maiores. Em Rondonópolis (MT), a arroba foi negociada por R$ 39,70, segundo o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Teto em quatro meses.
Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que mostrou que o prolongado período de clima frio e seco em regiões produtoras de Oklahoma prejudicou as lavouras de trigo levou as cotações do cereal ao maior patamar em quatro meses ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 6,5175 por bushel, em alta de 13,75 centavos de dólar; em Kansas, o mesmo vencimento subiu 12,75 centavos de dólar e alcançou US$ 6,8575. Em geral, informou a Bloomberg, a produção de inverno nos EUA está em condições piores que na temporada passada. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu 0,5% e saiu, em média, por R$ 28,40, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.