Commodities Agrícolas
Oferta em alta. O preço do açúcar no mercado internacional encerrou o dia ontem com a maior queda em dois meses. Há sinais de que o Brasil, maior produtor mundial, está ampliando a oferta da commodity em um momento em que, por conta das altas recentes das cotações, a demanda retraiu-se um pouco, disseram analistas à Bloomberg. Segundo Michael McDougall, vice-presidente sênior da corretora Newedge, em Nova York, o andamento da colheita no Brasil está duas semanas adiantado em relação ao ritmo registrado nessa mesma época em 2008. Em Nova York, os contratos para outubro caíram 42 pontos, para 16,17 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos saiu por R$ 43,61, queda de 0,71%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Teste do frio no Brasil. As lavouras de café de São Paulo, Paraná e Minas Gerais possivelmente passaram bem pelo teste do frio da madrugada entre terça e quarta-feira, segundo afirmou à Bloomberg Joel Burgio, meteorologista da Meteorlogix em Lexington, Massachusetts (EUA). Com isso, a pressão sobre os preços ficou menor, e o café fechou o dia em baixa no mercado internacional. Em Nova York, os contratos para setembro caíram 360 pontos, para US$ 1,4035 por libra-peso. Em Londres, a baixa dos papéis para setembro foi de US$ 11, para US$ 1.548 por tonelada. O avanço do dólar também pesou para a baixa dos preços, a exemplo do que ocorreu com outras commodities. No mercado doméstico, a saca de café de 60 quilos foi negociada por R$ 268,67, baixa de 2,24%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Fundos vendem papéis. Não houve ontem grandes novidades sobre os fundamentos de oferta e demanda no mercado de suco de laranja concentrado e congelado, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, mas, sob a influência negativa exercida por outros mercados, a commodity encerrou a sessão em baixa. As quedas generalizadas ocorreram principalmente em virtude da valorização do dólar. Com isso, os fundos especulativos liquidaram suas posições, disseram analistas à agência de notícias. Em Nova York, os contratos de suco de laranja com vencimento em setembro fecharam em baixa de 95 pontos, aos 95,90 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 3,72, de acordo com o Cepea/Esalq.
Baixa como a de janeiro. Em dia de quedas generalizadas, o preço do algodão no mercado futuro também registrou baixa pronunciada - e, como nos outros mercados, o declínio foi creditado à valorização do dólar a mais acentuada desde janeiro. "É o dinheiro especulativo que está puxando o algodão para baixo", disse à Bloomberg Hibbie Barrier, diretor da Avondale Partners em Nashville, Tennessee (EUA). "Quando o dólar está em baixa, eles [especuladores] compram. Quando o dólar sobe, eles aliviam suas posições". Em Nova York, os contratos da fibra com vencimento em outubro recuaram 292 pontos, para 58,01 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão encerrou o dia negociado por R$ 1,2406 por libra-peso, uma queda de 0,63%, segundo o índice Cepea/Esalq.