Commodities Agrícolas
Mercado animado. Os preços futuros do café negociados no mercado americano na quinta-feira fecharam em alta, encerrando o movimento de queda registrado nos dois pregões anteriores. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a reversão se deveu ao bom desempenho do mercado financeiro nos EUA, que diminuiu momentaneamente os temores de que a recessão reduzirá a demanda por commodities. Em Nova York, os papéis com vencimento em setembro subiram 80 pontos, para US$ 1,4115 por libra-peso. "Petróleo, ações e commodities estão em alta, o que dá suporte ao café", disse à agência Rodrigo Costa, vice-presidente da Newedge USA, de Nova York. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 270,84, com alta diária de 0,81%, segundo o Cepea/Esalq.
Receio com a demanda. Sob sinais de que a demanda mundial por cacau não dará conta do aumento da produção, o preço da commodity encerrou em baixa nesta quinta-feira. No período de um ano que terminará em setembro, o processamento da amêndoa somará 3,52 milhões de toneladas, volume 6,5% menor que o registrado nos 12 meses imediatamente anteriores, informou na semana a Organização Internacional do Cacau. Em Nova York, os contratos para setembro recuaram US$ 25, para US$ 2.732 por tonelada. Em Londres, os papéis para setembro subiram 8 libras esterlinas, para 1.754 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba de cacau saiu por R$ 86,33, na média, acima da média de R$ 86 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Vendas especulativas. O preço do suco de laranja concentrado e congelado encerrou esta quinta-feira novamente em baixa, a terceira consecutiva. A liquidação de contratos por parte de especuladores e fundos foi creditada como o principal fator para os declínios, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os investidores têm se desfeito de suas posições em um momento de poucas novidades relevantes sobre os fundamentos de oferta e demanda de laranja e sem relatórios meteorológicos que mostrem mudança significativa nas previsões para as plantações na Flórida. Em Nova York, os papéis para setembro caíram 130 pontos, para 94,60 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, a caixa de laranja de 40,8 quilos saiu por R$ 3,72, de acordo com o Cepea/Esalq.
A reboque do dólar. O dólar voltou a se desvalorizar nesta quinta-feira, em contraste com a alta expressiva do dia anterior. O movimento deu impulso ao algodão, que, com a moeda americana em baixa, fica mais atraente para compradores localizados fora dos Estados Unidos. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em outubro avançaram 114 pontos, para 59,15 centavos de dólar por libra-peso. Foi a quarta alto do preço da fibra nas últimas cinco sessões. O avanço do algodão parecer ser "uma reação retardada ao fortalecimento que já se vê em outros mercados", disse à Bloomberg Mike Stevens, analista da Swiss Financial Services. No mercado interno, o algodão saiu por R$ 1,2279 por libra-peso, uma baixa de 1,02%, segundo o indicador Cepea/Esalq.