Commodities Agrícolas
Vendas especulativas.
Vendas especulativas deflagradas pela valorização do dólar no mercado internacional motivaram a queda das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a 15,37 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 16 pontos, ao passo que os papéis para entrega em outubro caíram 17 pontos, para 16,51 centavos de dólar. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que, apesar da retração, as cotações estão consolidadas em um inervalo entre 14,80 e 16 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal recuou 0,02%, para R$ 43,74. Neste mês de junho, a queda acumulada chega a 0,75%.
Piso em três semanas.
A pressão "liderada" pela valorização do dólar sobre os preços das commodities em geral ontem no mercado internacional derrubou as cotações do café ao menor patamar em três semanas na bolsa de Nova York. Os futuros para julho fecharam a US$ 1,3040 por libra-peso, em queda de 345 pontos, ao passo que os papéis com vencimento em setembro recuaram 335 pontos, para US$ 1,3250 por libra-peso. Também ajudou a tirar sustentação do mercado, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires, a divulgação do levantamento da Conab sobre os estoques privados de café no Brasil (ver matéria na página B11). No mercado interno, a saca de 60,5 quilos de café de boa qualidade ficou entre R$ 260 e R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes.
Exportação dos EUA.
A expectativa de que a valorização do dólar reduza a demanda pelo milho produzido nos Estados Unidos tirou sustentação dos preços do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão cotados a US$ 4,35 por bushel, em baixa de 9 centavos de dólar, ao passo que setembro recuou 9,25 centavos de dólar, para US$ 4,4475. Foi o terceiro tombo em quatro sessões. As quedas anteriores foram motivadas pelo temor de que o atraso no plantio nos EUA reduza a produção do país, o maior exportador de milho do mundo, em um ranking que deve trazer o Brasil na segunda posição neste ano. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 17,59, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
De olho nos juros.
A possibilidade de o banco central americano (Fed) elevar a taxa básica de juros do país no fim deste ano e os reflexos de uma decisão nessa direção sobre o dólar - provável valorização - determinou a queda das cotações do trigo ontem nas bolsas do país. Em Chicago, os contratos para setembro encerraram o pregão a US$ 6,26 por bushel, em baixa de 25 centavos de dólar; na bolsa de Kansas, o mesmo vencimento caiu 22,5 centavos de dólar, para US$ 6,6350 por bushel. "Uma alta nas taxas de juros não é amigável nem para o mercado de ações nem para o mercado de grãos", afirmou um trader à agência Bloomberg. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal saiu por R$ 28,25, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.