Plano Agrícola e Pecuário será lançado no dia 22 de junho em Londrina

12/06/2009

Plano Agrícola e Pecuário será lançado no dia 22 de junho em Londrina

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, anunciam no próximo dia 22 o Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010. O evento será em Londrina, no Paraná, e está previsto para as 15h. A informação foi confirmada no último dia 10 pelo ministro Reinhold Stephanes.

O governo disponibilizará R$ 93 bilhões em crédito para plantio, custeio e comercialização da próxima safra. Uma parte desses recursos, R$ 10 bilhões para capital de giro das agroindústrias e R$ 2,3 bilhões para estocagem de etanol, já foi liberada pelo governo.

No entanto, os produtores reclamam que os recursos não têm chegado até eles. De acordo com Stephanes, a demora está ocorrendo porque o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda estão fazendo a operacionalização do crédito.

TRIGO

Ao contrário do que afirmam os moinhos brasileiros, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse no último dia 10 que o volume de trigo estocado no país é suficiente para suprir as necessidades da população até o início do plantio e que "não haverá necessidade de importar este ano".

"Temos trigo em estoque para pelo menos de 90 a 120 dias. É importante citar que, dentro de 90 dias começa a nossa colheita, ou seja, temos trigo suficiente para atender as nossas necessidades até seu início", disse Stephanes na primeira entrevista concedida depois de voltar de uma missão de uma semana na Rússia.

Segundo ele, com a produção que chegará, não deve haver necessidade de importar o cereal este ano.

A partir do início da colheita, o ministro considera que deve ser avaliada qual será a produção argentina, para então decidir se, e em que quantidade, o Brasil precisará importar de outros países. Representantes da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), que discordam dos números nos quais o ministro se baseia para fazer a afirmação, já foram chamados para uma conversa.

A discussão em torno da necessidade ou de comprar trigo fora do país se dá porque são cobrados 10% de Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o trigo comprado fora do Mercosul. Como a Argentina teve forte queda na produção do cereal, a indústria cobra do governo a isenção da TEC.

A Rússia, país onde o ministro passou uma semana, já se candidatou a exportar trigo para o país e avaliações técnicas foram realizadas. O governo brasileiro tem interesse em incentivar os importadores do país a negociar trigo com os russos, porque espera que, assim, o país asiático amplie as cotas que limitam as exportações de carnes para lá.

Entretanto, Stephanes disse que a isenção da TEC só ocorrerá se realmente houver necessidade para suprir o mercado interno. "Queremos evitar o que aconteceu no ano passado, quando se abriu o mercado para a importação e não se conseguiu preço adequado para a produção nacional", ressaltou.


Fonte:
Agência Brasil
Danilo Macedo - Repórter
Nádia Franco - Edição