Consórcio trará benefícios para os municípios que integram Portal do Sertão

15/06/2009

Consórcio trará benefícios para os municípios que integram Portal do Sertão

 

Representantes de 14 dos 17 municípios que fazem parte do Território de Identidade Portal do Sertão estiveram na quarta-feira passada no auditório da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan) para discutir a formação de um consórcio público entre os municípios e o governo. Alternativas para a racionalização de recursos e serviços públicos na região, os contratos em questão abrangem atividades de planejamento, regulação e fiscalização.

Segundo o titular da Seplan, Walter Pinheiro, o consórcio facilitará o aporte de recursos para serviços como saneamento, tratamento de resíduos sólidos, mobilidade e saúde, além da assistência técnica para a elaboração e o acompanhamento de projetos.

"Na área de habitação, por exemplo, há municípios que não possuem engenheiros nem arquitetos, e através do consórcio torna-se possível resolver problemas que as cidades não conseguem isoladamente", afirmou Pinheiro. Ele disse que a ideia do governo baiano é levar a discussão para todos os territórios de identidade.

Processo de discussão – O debate sobre o consórcio começou em 24 de abril, em Amélia Rodrigues, quando foi criado um grupo de trabalho para a definição de um roteiro de encontros. A reunião na Seplan foi organizada para apresentar as implicações jurídicas da assinatura dos contratos e para a distribuição, entre os representantes, de um termo de compromisso.

O secretário observou que o consórcio é fundamental para que as políticas públicas possam ser validadas com mais eficiência, "já que os municípios ganharão mais força se estiverem unidos".

O primeiro esforço, de acordo com Pinheiro, será consolidar a estrutura do consórcio, "e ainda durante esse período seria importante experimentar algumas ações, a exemplo da saúde da família".

Formalização – O advogado Tamires Queiroz, assessor da Secretaria do Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), apresentou no encontro os trâmites para a formalização dos contratos e explicou que atualmente o consórcio público não é uma opção nem uma imposição do governo, "mas sim uma necessidade para resolver os problemas dos municípios".

"O instrumento tem personalidade jurídica própria e autonomia jurídica e financeira e pode receber aportes de recursos federais sem que o governo federal seja um ente, através da chamada transferência voluntária", declarou Queiroz.

Outra reunião entre os representantes dos municípios foi agendada para julho, em Feira de Santana, onde será concluída a assinatura do termo de compromisso do consórcio pelas prefeituras, um instrumento formal reforçando o interesse dos gestores na assinatura do protocolo de intenções.