Commodities Agrícolas
Na contramão do dólar.
A desvalorização do dólar diante de outras moedas tirou sustentação das commodities em geral ontem no mercado internacional e não poupou o açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a 14,86 centavos de dólar por libra-peso, queda de 34 pontos, enquanto os papéis para entrega em outubro recuaram 42 pontos, para 15,90 centavos de dólar. Não houve "espaço" para influências dos fundamentos, mas chamou a atenção dos traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notícia de importações de açúcar por parte da empresa indiana Warna. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou variação negativa de 0,92%, para R$ 42,22.
Piso em seis semanas.
A onda baixista que varreu as commodities ontem no mercado internacional levou os preços do café ao menor patamar em seis semanas na bolsa de Nova York, após quedas superiores a 6%. Os futuros para julho caíram 820 pontos, para US$ 1,2135 por libra-peso, ao passo que setembro fechou a US$ 1,2340, em baixa de 825 pontos. Traders consultados pela Dow Jones Newswires notaram que os fundamentos seguem "altistas", mas que a influência de outros movimentos financeiros na formação dos preços também continua grande. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica registrou desvalorização de 2,76%, para R$ 249,40. Neste mês de junho, a retração acumulada do índice já alcança 7,5%.
Más influências.
Os preços do suco de laranja não escaparam do movimento baixista que sacudiu as commodities e desceu ao menor patamar em dois meses ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,50 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 400 pontos; os papéis para setembro, por sua vez, encerraram o dia negociados a 81 centavos de dólar, em queda de 480 pontos. Ainda que os fundamentos de oferta e demanda não tenham tido força para influenciar as cotações ontem, a melhora do clima em regiões de laranja da Flórida passou a atuar como fator "baixista". Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 3,53. A queda nos últimos cinco dias é de 1,1% e o baixo patamar preocupa os citricultores.
Alta no campo em SP.
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de junho com variação positiva de 2,91%. Foi a oitava consecutiva do indicador, desta feita puxada por valorização médias tanto no grupo de produtos de origem vegetal (3,23%) quanto entre os produtos de origem animal (2,11%). No primeiro, os destaques foram os saltos do feijão (16,09%), do milho (8,19%), do algodão (7,69%) e da soja (5,21%), os três últimos em linha com as oscilações internacionais; no segundo grupo, destacaram-se os ganhos no leite C (8,66%) e na carne de frango (6,92%), mas os preços pagos pela carne suína registraram queda de 14,4%.