Commodities Agrícolas

17/06/2009

Commodities Agrícolas

 

Índia pressiona cotação.

Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados por especulações de que a produção da Índia, o segundo maior produtor mundial da commodity, deverá subir fortemente na próxima safra, segundo fontes ouvidas agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram a 15,78 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 12 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 436,40 a tonelada, com baixa de US$ 1,90. A expectativa de que a produção da Índia salte 35%, para 20 milhões de toneladas, uma vez que os preços da commodity voltaram a ficar atraentes. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 41,79, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Queda do dólar.

Os preços futuros do café fecharam em em alta, nas bolsas internacionais, impulsionados pela queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 1,2455 a libra-peso, com alta de 115 pontos. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.495 a tonelada, com aumento de US$ 23. Os preços do café tiveram forte valorização este ano, puxados pela menor oferta do grão de qualidade nos países da América Central e Colômbia, além da menor safra brasileira, por conta da bianualidade da cultura para 2009/10. No mercado paulista, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 253,34, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 6,04%.
 
Influência externa.

A desvalorização dos grãos teve influência sobre os preços do algodão ontem, que também fecharam em baixa. Os grãos em baixa tendem a fazer com que parte das lavouras americanas passe a ser ocupada por outras culturas, como o algodão. Segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o país, maior exportador mundial da commodity, deve reduzir em 7% a área dedicada à fibra para plantar mais grãos. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em outubro fecharam em baixa de 55 pontos, aos 55,60 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão foi negociado por R$ 1,1934 por libra-peso, uma queda de 0,26%, segundo o índice Cepea/Esalq. Em junho, o declínio acumulado é de 5,12%.
 
De olho na colheita.

Com o avanço da colheita do trigo no hemisfério norte, o preço da commodity recuou ontem. Analistas ouvidos pela Bloomberg creditaram a queda também a sinais de arrefecimento da demanda pelos estoques americanos do cereal - os EUA são o maior exportador mundial. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura americano informou que, até o dia 14, a colheita do trigo de inverno no país havia ocorrido em 9% da área plantada. Na bolsa de Chicago, os contratos para setembro caíram 9,25 centavos de dólar, para US$ 5,9425 por bushel. Em Kansas, os papéis para setembro recuaram 8,25 centavos, para US$ 6,34 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 28,22, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).