Bahia é reconhecida como área livre de doenças dos citros
A Bahia, segundo produtor nacional de citros do país e primeiro do Nordeste, já pode comercializar com outros estados frutos e mudas desta cultura. Isso se torna possível graças à declaração do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, (Mapa), de que o Estado é área livre da Pinta Preta, Cancro Cítrico, Mosca Negra dos Citros, Morte Súbita e Greening, doenças que acometem os citros. Esse novo status vai aquecer a economia nas regiões produtoras, a exemplo dos municípios de Rio Real, Inhambupe, Itapicuru, Cruz das Almas, Barreiras, São Desidério, Itaberaba, Prado, Caravelas e Juazeiro, gerando mais de 35 mil empregos diretos e 65 mil indiretos.
A declaração do Ministério de Agricultura será feita nesta sexta-feira, dia 19 de junho, às 11 horas, no auditório da Câmara Municipal de Rio Real, pelo diretor de Sanidade Vegetal do Mapa, Geraldo Baldini. O ministério considerou a relevante produção de citros no Estado, principalmente na região do Litoral Norte, e o rigoroso trabalho de defesa fitossanitária realizado pela Secretaria da Agricultura Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab.
De acordo com o secretário Estadual da Agricultura, Roberto Muniz, o governo não mediu esforços para conquistar para a Bahia o reconhecimento de área livre das pragas quarentenárias dos citros. “Recursos foram viabilizados para adequação de ambientes produtivos, melhorando a estrutura dos solos com processo de subsolagem, assim como o monitoramento sistemático de pragas e fiscalização de trânsito de materiais propagativos e dos frutos. As ações integram o projeto fitossanitário de citros implantado pela Adab”, disse Muniz.
O diretor Geral da Adab, Cássio Peixoto, destaca que com o reconhecimento do Mapa, a Bahia ganha condições de comercializar sua produção e mudas de citros com outros estados, pois o documento atestará a sanidade desses produtos. “A Bahia é o segundo produtor nacional de citros do país e o primeiro do nordeste, com a atividade focada na agricultura familiar”, lembra Peixoto, destacando a importância social da declaração.
Defesa fitossanitária
A Adab tem seguido as normativas do Mapa e intensificado o monitoramento e fiscalização do trânsito de materiais cítricos, capacitação de agentes pragueiros, turmeiros de colheita e produtores rurais, bem como a utilização dos agrotóxicos e a retirada das embalagens vazias dos pomares. Além da fiscalização, a agência vem desenvolvendo ações de educação sanitária junto aos pequenos produtores baianos, alertando-os quanto a importância de estarem em dia com a documentação fitossanitária de origem (CFO). A Adab vem reforçando a vigilância em suas barreiras sanitárias fixas e móveis, principalmente na divisa do estado com o Espírito Santo, onde já foi detectado um foco da Mancha Preta.
Segundo o diretor de defesa vegetal, Armando Sá, o estado da Bahia, através da Adab, vem realizando atividades de conscientização com os produtores quanto à necessidade do controle preventivo das pragas que atacam os pomares dos citros, norteando os sistemas de produção de modo a se tornarem mais eficientes e menos onerosos. “É importante ressaltar o empenho da Adab em combater o ingresso das pragas quarentenárias no estado, já que a Bahia é considerada indene ao fungo Guignardia citricarpa, causadora da Mancha Preta, assim como a exigência do órgão na emissão das Permissões de Trânsito de Vegetais (PTIV e PTV) e do CFO para as comercializações interestaduais”. Concluiu o diretor.
Fonte:
Ascom Seagri/ Adab
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