Cooperativa é destaque em São Paulo

29/06/2009

Cooperativa é destaque em São Paulo

 

comunidade de assentados da Mata do Sossego, localizada na região do Baixo Sul baiano, tem muitos motivos para comemorar. O modelo de gestão da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm) é destaque na Mostra de Tecnologias Sustentáveis da Ethos, realizada este mês, em São Paulo.

Fomentadas pela Fundação Odebrecht, as ações, além de facilitar a execução de práticas agrícolas nos 1.200 hectares produtivos, colaboram para geração de renda dos 420 cooperados, por conta da qualidade do palmito produzido, exportado para França e Estados Unidos.

Os projetos de financiamento agrícola da cooperativa são feitos em parceria com o Banco do Brasil, atendendo as necessidades dos produtores à medida que o trabalho for executado no campo. O benefício da prática está na minimização dos riscos da não conciliação do cronograma físico com o financeiro e da não utilização adequada dos recursos.

Outra característica dos projetos da Coopalm é a utilização de fundos rotativos, que permite a execução de práticas agrícolas nas propriedades dos cooperados, independentemente do cronograma de liberação de verba do BB.

Para o responsável pela Coopalm, Roberto Lessa, a vantagem está na flexibilidade. “O eterno descasamento entre os tempos da agricultura, determinado pelas estações climáticas, e o tempo do banco, determinado pela burocracia do crédito agrícola, deixa de ser um fator limitante”.

OBJETIVO As Fundada em 2004, a Coopalm tem como objetivo orientar técnica e financeiramente os agricultores familiares, com uso de linhas de crédito diferenciadas, além de novas práticas culturais na produção do palmito – a cooperativa integra o Modelo de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi. É justamente esse desenvolvimento de tecnologia sustentável que justifica o destaque da Coopalm junto à Mostra da Ethos. Por tecnologia sustentável se entende práticas economicamente viáveis, minimizando os impactos negativos em função de resultados positivos no meio ambiente, qualidade de vida e sustentabilidade das comunidades. As práticas devem apresentar soluções relacionadas ao uso de energia, efeito estufa, consumo de materiais, resíduos, água, biodiversidade, BAIXO SUL | integridade e combate à corrupção, trabalho decente e inclusão social.

A introdução de novas normas para a produção do palmito colabora para a qualidade do que é produzido, com o uso de touceiras de condução e da colheita em ponto ótimo de maturação. A prática concedeu certificados ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001, APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), além do Rainforest Alliance Certified, certificação que garante ao comprador o consumo de produto agrícola responsável que respeita a conservação dos recursos naturais e as condições socioeconômicas de produtores e suas famílias.

A qualidade do produto também tem reflexo na sua valorização. A haste de pupunha de R$ 0,65 passou a valer R$ 1,00.

As hastes entregues à cooperativa são beneficiadas na Ambial, indústria prestadora de serviços. Os palmitos são envazados nas modalidades inteiro, picado e rodela, com sabores diferentes, totalizando 13 tipos. A produção anual chega a 2,8 milhões de hastes por ano, com expectativa de crescimento em 15% para 2010. A comunidade da Mata do Sossego é responsável por 5% da produção da Coopalm. (D.F.)