Tecnologia: a virada nas lavouras

29/06/2009

  Tecnologia: a virada nas lavouras


 

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), João Carlos Jacobsen Rodrigues revela que, em meio século de vida, sempre ligada ao campo, acompanhou “a revolução positiva” instalada no agronegócio através do uso das ferramentas de tecnologia de informática.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>“Quando eu era menino e comecei a ajudar meus pais na roça, no Paraná, a aração da terra era feita com tração animal. Muitas vezes eu fiz este trabalho manual”.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>Nem é preciso voltar muito no tempo. “Nós começamos a abrir esta fronteira agrícola no oeste da Bahia, há pouco mais de 20 anos, quando qualquer recado da fazenda para o escritório, ou vice-versa, tinha de ser feito com deslocamento de um veículo, numa distância de 300 km”.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>“No começo não tínhamos nenhum aparato tecnológico e, com o passar do tempo, começamos a usar aparelhos de radiotransmissão.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>Depois foi feita a intermediação entre o rádio e o telefone, através de uma pessoa contratada para este fim”. No entanto, o produtor lembra que era tão difícil a comunicação, em algumas circunstâncias, que o recurso de um mensageiro ainda era utilizado.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>“Mas já facilitava a nossa vida, principalmente no período de semeadura e colheita”, diz.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>INTERNET – Jacobsen conta que, quando começaram a surgir os primeiros telefones e internet com sinal via satélite a preços mais acessíveis, “foi o máximo em termos de agilidade no fluxo de informações”.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>O empresário rural, que administra três fazendas com distâncias entre si de até 150 km, é enfático ao dizer que atualmente não se concebe uma propriedade rural moderna sem todos os recursos disponíveis, tanto para a comunicação entre departamentos de um empreendimento rural quanto para receber e passar informações com os demais elos da cadeia produtiva.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>“Se estou em qualquer destas fazendas, tenho informações em tempo real do que está acontecendo no mundo em termos de cotação dos preços, câmbio e até o clima em países que competem conosco”, diz Jacobsen, satisfeito com as novidades, que incluem a cotação de preços de insumos, venda de produtos no mercado futuro e até leilões virtuais.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>João Carlos afirma que os gastos mensais neste setor oscilam entre R$ 6 mil a R$ 8 mil, incluindo manutenção do software e internet em diversos pontos estratégicos.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>“Se somar também a manutenção de telefone, os custos ficam entre R$ 10 mil a R$ 12 mil por mês”, ressalta, alertando, no entanto, que estas são despesas que dão retorno importante aos seus empreendimentos.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>SOFT WARES – Para o presidente da Abapa, porém, ainda existem aspectos que podem ser melhorados, “principalmente no tocante aos softwares, pois não são todos que seguem uma lógica semelhante ao raciocínio prático do agricultor”. Esta deficiência, acredita, se deve ao fato de a maioria dos softwares serem criados por jovens urbanos, “que têm dificuldade de visualizar as coisas como nós vemos”.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>Jacobsen reclama também que grande parte da mão-de-obra regional não está preparada para trabalhar com estes programas, bem como com as modernas máquinas de plantar, pulverizar e colher. “Temos dados levantados na região, que não se utiliza destas máquinas 70% da sua capacidade. Isso por falta de conhecimento”. conta.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>Também na área de mecânica existem deficiências, pois, diz ele, “antigamente, com uma chave de fenda e um alicate qualquer tratorista resolvia quase todos os problemas de um trator. Hoje os mecânicos têm de andar com notebooks, que, conectados às máquinas, apontam qual é o problema a ser resolvido”, afirma.

Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (>Para suprir a necessidade regional desta mão-de-obra mais qualificada, a Abapa, em parceria com outras instituições e empresas do ramo agropecuário, está organizando um Centro de Treinamento Regional.