Commodities Agrícolas
Fator Índia
O preço do açúcar no mercado internacional foi ontem a seu maior nível em três anos, seguindo a direção ditada pela Índia. A produção de açúcar no país, o segundo maior produtor da commodity no mundo, pode frustrar as previsões porque as chuvas estão abaixo da média. Prakash Naiknavare, diretor da Federação de Usinas de Açúcar de Maharashtra, maior Estado açucareiro do país, disse ontem que a Índia deve produzir 17,5 milhões de toneladas no período de um ano que começa em 1º de outubro - a previsão feita em maio era de 18 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos de açúcar para outubro subiram 59 pontos, para 17,90 cents por libra-peso. No mercado interno, o preço da saca de 50 quilos caiu 0,07%, para R$ 41,03, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Sem tendência definida
Os negócios com soja no mercado futuro terminaram ontem sem tendência definida. Na bolsa de Chicago, os contratos de vencimento mais próximo, da safra "velha", subiram, impulsionados pela situação apertada dos estoques. Os contratos da safra que ainda será colhida, em contrapartida, recuaram, já que as lavouras do Meio-Oeste americano têm enfrentando poucos problemas climáticos. Os papéis da oleaginosa para julho avançaram 14 centavos de dólar em Chicago, para US$ 12,15 por bushel, e os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 6 cents, aos US$ 11,22 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 45,83, uma baixa de 0,04%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Clima favorável
O clima ameno e úmido no Meio-Oeste americano deve contribuir para o desenvolvimento das lavouras de grãos na região e para aumentar o potencial de produtividade dessas culturas. Esse fator puxou o declínio dos preços do milho ontem, segundo analistas consultados pela agência Bloomberg. "Não há um clima que ameace as plantações", afirmou Chad Henderson, analista de mercado da Prime Agricultural Consultants em Brookfield, Wisconsin. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em setembro caíram 7,25 centavos de dólar, para US$ 3,8450 por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos de milho recuou 0,69%, para R$ 17,24, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Alta em São Paulo
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de junho com variação positiva de 1,82%. Foi a 10ª alta quadrissemanal consecutiva do indicador, desta vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem animal. Este subiu 6,82%, puxado por carne de frango (15,56%) e leite C (12,22%). Já o grupo de produtos de origem vegetal registrou baixa de 0,2% na média ponderada, com destaque para as quedas de banana nanica (7,.79%), amendoim (7,77%) e laranja para mesa (5,27%).