OIE recomenda ações e pede envolvimento para o combate à aftosa

30/06/2009

OIE recomenda ações e pede envolvimento para o combate à aftosa


 

O evento, que foi aberto pelo presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo, foi realizado na capital paraguaia, Assunção, entre os dias 24 e 26 de junho. Por três dias, cerca de 500 participantes de 100 países debateram a atual situação da febre aftosa no mundo.

Para o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), Humberto Camêlo, presente ao evento, embora o ano de 2009 não seja marcado pela erradicação da febre aftosa na América do Sul, o continente pode estar próximo disso. "Ao conhecer a realidade dos demais continentes, percebemos que estamos no caminho certo. Mais do que nunca temos que harmonizar os procedimentos e fortalecer os serviços veterinários", pontua.

"A vacina antiaftosa é uma importante ferramenta no que se refere ao controle da enfermidade. Como o Brasil já está em fase de erradicação devemos começar a discutir a possibilidade de retirar gradualmente a vacina", explica Camêlo, ressaltando que o Tocantins, a exemplo de outros estados brasileiros, irá retirar a vacina dos animais adultos em uma das etapas.

Maior incentivo da OIE a pesquisas, apoio às estratégias globais contra a aftosa, um maior envolvimento do setor privado, um maior compromisso político em todos dos âmbitos (regional, nacional e mundial) e métodos de diagnóstico rápido da aftosa também são indicações resultantes do Congresso, que visam ao controle e à erradicação da aftosa no mundo.

Dados

Atualmente, dos 174 países membros da OIE, 64 são reconhecidos pelo comitê internacional livres de febre aftosa sem vacinação e um país é livre da doença com vacinação. Outras cinco nações ou territórios têm zonas livres com vacinação e 10 países têm áreas livres sem vacinação.

No Brasil, além do Tocantins, outras 15 unidades da federação são internacionalmente reconhecidas como livres de aftosa com vacinação. Apenas Santa Catarina possui o status de livre da doença sem vacinação.

FONTE
Governo do Tocantins