Bahia carece de terminal pesqueiro marítimo
Uma das principais deficiências da produção pesqueira da Bahia é a falta de estruturas específicas para atracamento. Ao longo dos 1.183 quilômetros do litoral baiano não há sequer um terminal pesqueiro marítimo. Em Santa Catarina, Estado de maior produção de pescado do Brasil, o litoral – que é duas vezes menor que o baiano – tem 11 terminais de atracação.
Para suprir esta demanda, a Bahia Pesca pretende dar os primeiros passos com a construção de pelo menos três terminais pesqueiros no Estado: um em Salvador, um em Ilhéus e outro no extremo sul (Alcobaça ou Caravelas).
PROJETOS – Os dois primeiros já estão com projetos adiantados. “Vamos criar terminais adequados para a recepção dos barcos, com fábrica de gelo, túnel de congelamento de pesca e toda a logística necessária. Hoje os barcos atracam em locais sem nenhuma infraestrutura”, admite o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli.
O terminal de Salvador deverá ser erguido na Ribeira com recursos da ordem de R$ 15 milhões do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e deverá atender embarcações de médio porte. O de Ilhéus, dedicado a barcos maiores, custará R$ 6 milhões dos cofres da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) do governo federal.
O terminal deve ser construído na área do antigo porto pesqueiro da Baía do Pontal. Os recursos para a construção dos terminais, no entanto, ainda não estão disponíveis.
“Este é um dos projetos que vem sendo discutido há 15 anos e agora vai tomando forma. A nossa esperança é que ele saia do papel o quanto antes. Não é razoável que uma cidade como Salvador não tenha um só ponto de desembarque da pesca com estrutura de transporte e congelamento”, avalia José Carlos Rodrigues, da Federação dos Pescadores da Bahia. Ele ressalta que o terminal pesqueiro vai proporcionar comprar peixe de melhor qualidade pelo consumidor.