Registros da fibra colorida datam de 2.500 a.C.

06/07/2009

Registros da fibra colorida datam de 2.500 a.C.

 

Tão antigo quanto a fibra branca, o algodão colorido tem seus primeiros registros datados através de estudos arqueológicos no Peru em cerca de 2.500 anos a.C. No entanto, a fibra branca recebeu maior atenção das pesquisas com processos de melhoramento genético, resultando em uma maior disponibilidade de variedades.

No segundo ano de experiências na região oeste, com quatro unidades de demonstração, as pesquisas têm à frente a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) com apoio da Embrapa. De acordo com o pesquisador da EBDA, engenheiro agrônomo João Batista dos Santos, “nosso trabalho visa mostrar ao produtor que é vantajoso para ele plantar o algodão colorido”. As variedades com melhores resultados até agora são a BRS Safira (marrom intenso), com média de 2.279 quilos por hectare, e a BRS Verde, com produtividade média de 1.512 kg/ha.

Santos enfatiza que estas experiências, desenvolvidas em Angical, Baianópolis, Riachão das Neves e Wanderley, estão voltadas para o produtor dos Vales, onde a agricultura predominante é de pequenas propriedades. “Pelas suas características (pois, se permanecer no sol, a fibra vai perdendo a coloração), o algodão colorido é indicado para a agricultura familiar”, diz, explicando que, à medida que os capulhos vão abrindo, deve ser feita a colheita manual e seletiva, o que inviabiliza a cultura para as grandes áreas mecanizadas do cerrado.

Animado com os resultados das pesquisas, João Batista ressalta que os custos de produção têm pouca diferença entre a semente do branco e do colorido. No entanto, Santos destaca os preços do algodão orgânico em pluma, cotados na Paraíba como R$ 7 o quilo do BRS Verde, R$ 6 o quilo do BRS Safira e R$ 5 o quilo do branco.

Durante a 27ª Expobarreiras, que vai até o dia 12, produtores terão a oportunidade de conhecer mais detalhes sobre o algodão colorido no estande da EBDA. (MH)